[Resenha] Um Lugar Escuro - Leonardo Zegur | Minha Vida Literária
07

dez
2011

[Resenha] Um Lugar Escuro – Leonardo Zegur

Título: Um Lugar Escuro
Autor: Leonardo Zegur
Editora: Multifoco
Número de Páginas: 197
Ano de Publicação: 2011
Skoob: Adicione

Personagem tão comum, sujeito de classe média, sem virtudes, sem nem nada deu origem a tal tragédia. não é loiro, nem bonito, nem seus olhos são azuis, o seu trejeito e sua voz, a feiura fazem jus. Não namora, nem badala, sua vida é uma inédia, já de menino era feio, motivo alheio de comédia. Deixou que se fosse a vida, que passasse a infância, julgou que sendo moço deixaria a ignorância. Mas seus dias se esticaram e o desgosto não cedeu, continuou sendo a comédia, miserável qual plebeu. Foi zombado e humilhado com ardor e grande instância, se fosse ter com as mulheres era tratado com arrogância. Mas cansado de sofrer fez valer o seu respeito, nunca foi de mala ré, nem tão pouco homem suspeito. Mas seus rivais irão pagar pelo mal que lhe fizeram, pelo bullying na escola, pela aflição que lhe impuseram. Nunca quis ferir ninguém, antes disto ser aceito, mas a vida lhe ensinou que não se mata o preconceito.

Novamente, enfrentarei o desafio de resenhar um livro que, para mim, foi um dos melhores do ano. Talvez essa resenha devesse ter sido feita logo após o término da leitura, quando estava em meio a um turbilhão de diferentes emoções. Entretanto, preferi primeiro as digerir, a fim de refletir tanto sobre o que li quanto sobre o que senti.
Dizer que a narrativa de Leonardo Zegur é impactante seria pouco. Sua escrita, que prende a atenção e traz o leitor para dentro da história, é um tapa na cara a cada página, de tão forte é a crítica social embutida nela. Ademais, a narrativa é direta e choca com a violência de algumas cenas.
O personagem principal não tem nome e mal é descrito. O que sabemos é ser magro, de pele meio amarelada e considerado feio, tão feio a ponto de causar repugnância nas pessoas, afastamento e isolamento social. Passar a vida sendo vítima de bullying e rejeição o destruiu e acredito que essa destruição seja a responsável pelo personagem não ter nome na história: sua exclusão social foi tanta que sua identidade foi perdida. Ainda, a ausência do nome torna possível que o personagem seja qualquer cidadão brasileiro, vítima dos mesmos problemas. O título, “Um Lugar Escuro”, é uma alusão ao psicológico do personagem, ao que sua alma se tornou.

“Toda semente do mal que lançaram em minha alma germinou e agora não há nada que possam fazer para me parar. Antes, o fato de ser rejeitado era apenas problema meu, agora se tornou um problema social.”

página 22
Ao mesmo tempo em que é dotado de uma extrema feiúra, o personagem também é inteligentíssimo, culto e com um forte espírito crítico. Sua válvula de escape, vício e único meio onde se sente aceito é a internet, na qual pode expor seus pensamentos e emoções, além de se relacionar com outras pessoas sem sofrer o preconceito por sua aparência: o fato de não mostrá-la permite que as outras pessoas se aproximem.
Seu espírito crítico aliado a  todo seu sofrimento o transformam em alguém revoltado, que passa a agir segundo suas próprias leis, já que não mais acredita nas que regem a sociedade, privilegiando uns em detrimento dos outros. A todo momento, Leonardo Zegur nos mostra as falhas da sociedade, os crimes cometidos por uma minoria beneficiada por se enquadrar nos padrões aceitos socialmente e que permanecem impunes. Essa acaba por ser a maior justificativa do protagonista para suas atitudes, a qual se repete por diversas vezes na história.

“Sinceramente, só quero que entenda quem sou por de trás da imagem estigmatizada que possa fazer de mim. Não me importo com a caracterização que a lei me venha impor. A nossa lei é permissiva quanto a determinados erros e radical contra outros. A sociedade, junto com a lei é indulgente – por exemplo – com os fumantes que matam ou causam dolo de forma passiva com doenças relacionadas ao tabaco. Por outro lado, quem mata mesmo sem intenção de matar é indiciado por crime. Seria ingenuidade afirmar que as pessoas que fumam desconhecem os riscos que causam aos que estão próximos. Não quero justificar meus erros, mas acho que isso é apenas reflexo de um sistema em colapso. Caras como eu são apenas sintomas de uma sociedade doente, pôr a culpa sobre mim não mudará nada, ao contrário, só acobertará o real problema.”

 página 21

“E é por isso que hoje vejo que é preciso um colapso no comportamento social, para que se agrida esse mecanismo imutável que leva a sociedade sempre pelo mesmo caminho. Quem sabe assim as coisas começam a mudar.”

página 71
Uma característica da obra é a erotização da mulher, cuja beleza é sempre vista de uma maneira sensualizada. Tal aspecto aliado à aproximação entre o protagonista e a favela (a qual passa a habitar em determinado momento) de forma que apresentem características semelhantes, lembraram-me de “O Cortíço”, de Aluísio Azevedo, obra representativa do Naturalismo, vertente do Realismo no Brasil.
Outro artifício de Leonardo para nos fazer refletir, além das críticas sociais, é a retirada das máscaras durante a história. O autor é direto ao mostrar o porquê de certas atitudes das pessoas de um modo geral, sem fazer rodeios.
”As garotas dizem que só querem dançar, mas isso é papo furado, elas querem se sentir cobiçadas, querem ver quantos caras as abordam por noite e com isso tirar um percentual de popularidade e do quanto são sensuais e atraentes. Como se isso fosse referência, uma vez que os garotos do Rio de Janeiro aceitam qualquer garota – principalmente depois de bêbados – não há mérito em dizer que conheceu três, cinco ou dez rapazes. A maioria ali só está carente, tentando esquecer seus problemas, afogar suas dores num beijo, desprezar antigos amores. Pois bem, como todo mundo eu também queria uma garota, não vou negar.”
página 38
Acredito ter encontrado apenas um ponto que poderia ser tomado como negativo, mas que pouco influencia na leitura. Leonardo se utiliza de algumas falas do protagonista para inserir dados de pesquisas que fundamentam sua opinião. Entretanto, alguns são muito específicos e detalhados e, mesmo considerando o desenvolvimento intelectual do personagem, parecem ser difíceis de serem memorizados em uma situação real, o que, nestes momentos, dão uma leve sensação de artificialidade nos diálogos. Fora estes momentos, em todos os outros as conversas são fluidas e naturais.
Fui tomada por diversos sentimentos e reflexões durante a leitura. Pensei em minhas atitudes, senti revolta e desânimo por me dar conta de tantas falhas existente na estrutura social, tanto nas formas de governo quanto na própria população, além de uma modificação na minha forma de enxergar os motivos que levam alguém a entrar no mundo do crime. Quero deixar claro que não concordo com nenhum tipo de violência, não acredito que essa seja a solução para algo. Mas o que Leonardo Zegur faz é uma humanização dos que levam essa vida, dos que são marginalizados pela sociedade. Além disso, deixa óbvio que a violência vai muito além do ato físico da agressão, também se dá de maneira igualmente, ou até mais, destrutiva ao ferir os sentimentos de uma pessoa, e que atire a primeira pedra quem nunca praticou tal ato com o outro.
Imaginei que, finalizada a leitura, seria tomada por um estado deprimido por me deparar com tantos problemas sem solução aparente, devido a suas gigantes proporções. Porém, fui invadida por um surpreendente sentimento de compaixão e pela certeza do poder do amor sobre alguém. Acima de qualquer motivo, o que leva alguém a ser cruel é a ausência do amor, em qualquer forma. Ao sentir amor, pratica-se a compaixão e, às vezes, um simples ato de bondade e carinho pode fazer toda a diferença. O que senti ao terminar a leitura foi essa vontade de praticar a compaixão, de procurar fazer a minha parte com pequenos gestos que podem significar algo para alguém e, talvez, esse alguém, se tocado pelo mesmo sentimento, levasse-o adiante, criando, dessa maneira, uma corrente de amor. Talvez seja fantasioso ou utópico ter esses pensamentos, mas tê-los é o primeiro passo para se tomar uma atitude ao invés de simplesmente continuar sentada conformada com o caos de uma sociedade corrompida.
Para finalizar, já que sei que me estendi, só tenho a parabenizar o autor por seu excelente trabalho e por ter me possibilitado essa leitura que, indubitavelmente, tornou-se uma de minhas favoritas. Este não é um livro cuja finalidade seja unicamente o entretenimento, é um que perturbará suas reflexões a fim de abrir não só seus olhos, mas, principalmente, sua mente.

 





Deixe o seu comentário

22 Respostas para "[Resenha] Um Lugar Escuro – Leonardo Zegur"

Vanessa - 07, dezembro 2011 às (20:45)

Amiga, gostei muito da sua resenha, você falou com tanta vontade sobre este livro que me deixou aqui imaginando a história. Pelo visto o autor esta mesmo de parabéns!
SE você diz que foi um dos melhores livros do ano, confio plenamente na sua opinião.

Vanessa – Balaio

Responder

Ana Ferreira - 07, dezembro 2011 às (21:29)

Mi,

Primeiramente, sinto-me no dever de dizer que sua resenha ficou excelente. Dá para sentir o impacto, em suas falas, que o livro teve sobre você.

Achei a temática dele bem forte, bem pesada e como eu facilmente me revolto com esse tipo de relato, tenho quase certeza de que também sofreria bastante esse impacto.

O sentimento de culpa também deve ser esmagador em alguns momentos pois, querendo ou não, a sociedade tem a tendência de rejeitar aquilo que não se adequa aos seus moldes, fora de seus padrões estéticos. Bastou pensar de maneira diferente, expressar-se com um tanto de rebeldia para tornar-se um “marginal” aos olhos dos mais conservadores. O “feio” é repelido e a consecutiva negação o torna reservado, repulsivo aos olhos alheios. Lembra-me até um pouco a história de Frankenstein, exatamente nesse ponto de vista que você abordou, a carência de sentimentos bons, de amor.

Não que o crime possa ser explicado, como uma desculpa… Mas há todo um processo que leva pessoas, talvez antes boas em essência, a agir conforme a violência e a rebeldia contra os padrões do sistema.

Acho que me alonguei bastante, né? Mas enfim, o tópico merecia. haha

Beijinhos,
Ana – Na Parede do Quarto

Responder

Milly - 07, dezembro 2011 às (21:48)

Como sempre tbm.. excelente resenha! ^^

O autor está de parabéns, pelo o que você escreveu, o livro deve ser fantástico! Me deixou completamente interessada!

Beeijos,
Ler e se Aventurar

Responder

Danzinha - 07, dezembro 2011 às (21:54)

Oiie Mi,

Nossa. Ótima resenha. Esse livro parece ser muito bom! Tenho certeza que vou me impactar quando ler, assim como você. Pretendo lê-lo muito em breve.

Beijos

Amigas entre Livros

Responder

Jovens Leitoras - 07, dezembro 2011 às (21:54)

Eu não me lembro se já tinha lido sobre esse livro, mas ele não me é estranho…
Sua resenha está super bem feita e me deixou com curiosidade. Acho que nunca li um livro assim, forte como esse aparenta ser!

Beijos, Bárbara.

Responder

Lygia Netto - 07, dezembro 2011 às (22:03)

Olá, Mi!

Notoriamente, a leitura deste livro mexeu com você. E foi uma das análises mais completas, de um livro, que eu já li. Parabéns.

É muito bom constatar que temos autores nacionais muito competentes! 😀

Beijos
Lygia
Brincando com Livros

Responder

Lariane - 07, dezembro 2011 às (22:32)

Miiiii,

que resenha linda >D

O livro parece ser excelente, adorei a sua empolgação…

Beijo
Lariane – http://www.leiturasedevaneios.com.br

Responder

Eduarda Menezes - 07, dezembro 2011 às (23:10)

Mi, essa resenha está um arraso! Adorei, super completa!

As vezes uma leitura mais densa é muito bom para nos fazer pensar, refletir sobre algumas coisas. Gostei muito da crítica social presente no livro, também sou contra qualquer tipo de violência porém acho importante nós tentarmos entender o que leva certas pessoas a agir de tal modo, e não apenas recrimina-las por causa disso, já que a maioria nunca passou por nada nem sequer parecido. Descobrir a causa dos problemas é o primeiro passo para tentar resolve-los. Pode muitas vezes parecer que estamos nadando contra a corrente – devido a gravidade do problema – mas acredito que se o autor conseguiu pelo menos tocar outras pessoas com a sua mensagem já é um grande passo, pois antes alguns, do que ninguém. Muito bom quando uma leitura nos possibilita tamanho caráter reflexivo, como aconteceu com você!

Beijos, Mi!!

Responder

Pabline - 08, dezembro 2011 às (00:33)

Uau… Que resenha Aione. Sempre fico espantada como vc faz tão bem isso. Sempre nos encantando. Meus parabéns.

Fiz parceria com esse autor e agora fiquei super animada como o livro. Vou ler-lo nesse período de ferias que já está pertinho de chegar.
Uau, um livro que nos mostra a realidade de nossas atitudes e de tudo o que está ao nosso redor é um livro que deve ser aplaudido. Parece ser um livro simplesmente fantástico, de uma reflexão e de uma escrita muito bem feita. Agora estou completamente desesperada para começar a lê-lo.
BJ!

-Amigas Entre Livros-

Responder

Leonardo Zegur - 08, dezembro 2011 às (00:34)

Olá Aione, gostei bastante da resenha e fico muito feliz de saber que meu personagem mexeu com você. Ele é tão marcante que não deixa espaço para protagonistas e enredos. Acontece que esta história é verídica e por isso em partes é um tanto violenta e pesada, porque segue fatos. Estou super satisfeito com suas conclusões, é exatamente meu objetivo este: fazer o leitor não só se divertir, mas meditar sobe o que leu e se envolver a ponto de querer mudar o destino do protagonista. Meu objetivo como escritor sempre tem sido fazer apaixonarem-se por leitura, aqueles que ainda não viram nela, graça alguma. Porque fazer ler quem é fanático por livros é fácil. Não tenho pretensão de ficar rico com literatura, mas sim retribuir à arte literária tudo o que de melhor ela me deu. Parabéns pela resenha e parabéns pelo trabalho lindo que tem feito com este blog.

http://www.umlugarescuro.site.com.br

Responder

Natalia Dantas - 08, dezembro 2011 às (00:47)

Já vi esse livro, mais até agora não tenho interesse no livro.
Mais ótima resenha 🙂

Beijos:*
Natalia – Entre Livros e Livros

Responder

May L. - 08, dezembro 2011 às (01:03)

Oi Aione!
Assim que conheci o livro,pelo autor, fiquei com vontade de ler.
Os autores nacionais estão de parabéns!!
Esse vai para a minha lista, já que foi um dos melhores (quanto mais gostamos de um livro, mais difícil fica resenhá-lo, né?)

Beijos -glowofthemoonlight-

Responder

Lis - 08, dezembro 2011 às (04:48)

Oi Mi!!
Que resenha linda, você escreve as resenhas com tanto sentimento que é impossível não se interessar pelo livro, não conhecia este autor, e sua resenha foi uma ótima apresentação 🙂
Vou colocar na lista para o próximo ano.

Beijos
Lis – Batalha Literária

Responder

Érica Lopes - 08, dezembro 2011 às (11:20)

Oi Mimi!
Que resenha profunda!!

O livro parece ser muito bom, já vi falar dele no Skoob, mas no momento não faz meu estilo de leitura.

Fico muito feliz em saber que os autores nacionais, estão cada vez mais ganhando vida! É exatamente assim, que deve ser!!

Beijokas

Responder

✿ Nessinha✿ - 08, dezembro 2011 às (12:44)

Olá Mi!
Posso dizer que a´te fiquei comovida com sua resenha!
Desde o inicio que conheci este livro fiquei louca para ler pelo assunto que trata e que hoje em dia está aí acontecendo muito em todo lugar!!
Gostei muito da sua resenha e estou louca para ler!

Bjinhs
http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com

Responder

Zilda Mara Peixoto - 08, dezembro 2011 às (15:55)

Sua resenha ficou simplesmente perfeita!Estou muito ansiosa para ler esse livro.Com certeza,ao lê-lo temos a sensação de que falto algo a fazer.Que o personagem retratado está entre nós,seja na favela ou muito próximo a nossa realidade.
Muito bom!
Bjs!
Zilda Mara
Cachola Literária

Responder

Lari - 08, dezembro 2011 às (17:32)

Eu não dava nada pro livro.
Mas pela sua resenha, percebi que me enganei.
Acho que eu ficaria deprimida quando acabasse o livro, sou muito sensível. rs
Amei a resenha.
E MUITO OBRIGADA pelos marcadores!
Eu amei, amei muito.

Beeijos

Responder

Alinne - 08, dezembro 2011 às (17:50)

Aione que resenha menina!
Fiquei extremamente comovida com as suas palavras e por você gostar tanto desse livro. Ele entrará na lista dos meus desejados com certeza =)
Beijos.

Books e Desenhos

Responder

Lucas Martins - 09, dezembro 2011 às (01:48)

Que resenha, hein, Mi!
O livro me chamou muita atenção, super complexo! A sua resenha não deixou faltar um item sequer daqueles que despertam total interesse do leitor.
Eu gosto muito de temas assim, mais pesados… gosto de ver autores brasileiros brincarem com isso e se saírem bem.
Com certeza o livro vai pra fila de compras!
Achei a capa lindaaaa, também!
Enfi, bjão, Mi!

Responder

Michelle' - 09, dezembro 2011 às (02:59)

Aione fiquei boba com sua resenha!
Realmente é difícil resenhar um livro que tenha nos impactado tanto, mas com certeza você pode considerar seu trabalho bem feito.
Eu gostei muito da maneira como você colocou seu ponto de vista, realmente dá pra compreender o que leva uma pessoa ao mundo do crime, e concordo com você, o amor pode resolver e curar a amargura de muitas dessas pessoas.
É bom ler algo assim, você sabe que vive numa sociedade doente, mas muitas vezes simplesmente fecha os olhos pra isso, e claro, não por maldade, é que infelizmente, as coisas ruins acabam se tornando comuns, então é bom um choque de realidade, que nos faça refletir, enxergar e que nos mude internamente!
Amei sua resenha!
Beijinhos
Michelle, Minha Bagunça

Responder

Marcelo Lima - 09, dezembro 2011 às (23:01)

MUITO BOA RESENHA ! fiquei boquiaberto aqui, o livro deve ser muito bom.

Responder

Elton SDL - 10, dezembro 2011 às (22:04)

Ótima a resenha – também pudera, tratando-se de um ótimo livro.
Ainda pretendo ler a obra, provavelmente no início de janeiro próximo. Todavia, a julgar pela competência literária do Leonardo Zegur, com quem venho mantendo contato há algum tempo, já que também escrevo.
Gostei de sentir o tom anárquico oriundo do personagem, no que diz respeito à uma espécie de desestruturação social – aliás, estrutura essa que é mais falha que qualquer ruína e escombro.
Uma grande obra, sem dúvida alguma. É lamentável ver que, há pouco conhecimento, divulgação e apreciação de tão rico material em detrimento de muito escremento literário que se vê por aí. Mas, deixe estar, Zegur. Com o tempo sua obra terá o devido reconhecimento.
Com todos os grandes é sempre assim.
Afinal, você é um enorme autor e uma grande pessoa.

Responder

Últimas Resenhas

Minha Vida Literária • todos os direitos reservados © 2017 • powered by WordPress • Desenvolvido por Responsivo por