[Resenha] Amante Consagrado - J.R. Ward | Minha Vida Literária
21

maio
2012

[Resenha] Amante Consagrado – J.R. Ward

Essa resenha NÃO contem spoilers dos volumes anteriores da série, cujas resenhas podem ser lidas aqui.

Título: Amante Consagrado
Autor: J.R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Número de Páginas: 452
Ano de Publicação: 2012
Skoob: Adicione
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Nas sombras da noite de Caldwell, Nova York, desenvolve-se uma furiosa guerra entre os vampiros e os seus assassinos. Há uma Irmandade secreta, sem igual, formada por seis guerreiros vampiros, defensores de sua raça. E agora, um Irmão obediente deve escolher entre duas vidas… Ferozmente leal à Irmandade da Adaga Negra, Phury se sacrificou pelo bem da raça, convertendo-se no macho responsável por manter a linhagem da Irmandade. Como o Primaz das Escolhidas, ele será o pai dos filhos e das filhas que assegurarão que sobrevivam as tradições da raça, e, que haja guerreiros para lutar contra os redutores. Como sua companheira, a Escolhida Cormia quer ganhar não só o corpo, mas também o coração de Phury para si… Ela vê o guerreiro emocionalmente deteriorado atrás de toda sua nobre responsabilidade. Mas enquanto a guerra com a Sociedade Redutora se torna mais severa, uma grande tragédia abate a mansão da Irmandade e Phury deve decidir entre o dever e o amor.

O sexto volume da série de J.R. Ward foi o que mais diferiu dos demais, em minha visão, até o momento.
Como já sabido, cada livro é focado em um diferente personagem da Irmandade da Adaga Negra, ainda que outros conflitos paralelos aconteçam simultaneamente. Porém, em Amante Consagrado, o foco nessas histórias paralelas foi maior, a ponto, inclusive, de prender mais minha atenção do que o romance do casal principal.
Aliás, mais um fator contribuiu para que eu não me prendesse tanto ao casal: os próprios personagens que o compõe. Diferente dos outros livros, não me vi torcendo arduamente para que o relacionamento desse certo. Não estou dizendo que não gostei dos dois juntos, eles apenas não me convenceram como os outros. Eu, até mesmo, não me emocionei ou suspirei por eles, achei mais interessante a busca interna de cada um deles por si próprios. Devo dizer, também, que nenhum dos dois me pareceu tão cativante quanto os protagonistas dos volumes anteriores. Não cheguei a antipatizar com eles, mas também não criei nenhum grande vínculo.
Outro fator que me permitiu diferenciar esse livro dos demais foi a intersecção da história com o núcleo dos redutores. Nos cinco primeiros livros, essa parte do enredo sempre me pareceu extremamente maçante, sem contar que eu não via exatamente o propósito dela no contexto geral. Só o que eu via era que os redutores existiam para serem os vilões dos irmãos e sua única função na história era essa: existirem para haver um conflito e só, sem grandes roteiros mais elaborados. Porém, dessa vez, houve um cruzamento entre os núcleos, dando um real sentido à guerra acontecida. Finalmente, eu vi um propósito para os vilões, eles não me pareceram colocados na história sem um motivo (a não ser o de simplesmente existirem). E, claro, isso teve um impacto positivo em minha leitura.
Por fim, o último ponto a considerar Amante Consagrado diferente de seus antecessores foi sua enorme conexão com os outros volumes. É claro que, sendo uma série, os livros terão conexões entre si. Contudo, nos cinco primeiros essas ligações foram mais sutis, nem todos os acontecimentos dependiam de situações passadas para serem compreendidos ou que se desenrolariam em casos futuros. Já no sexto volume, toda a história é uma consequência de fatos ocorridos anteriormente, tornando quase impossível de se realizar a leitura desse exemplar sem conhecer as histórias dos outros irmãos. Ainda, o livro termina com várias pontas a serem completadas, porém não a ponto de deixarem o final do livro em aberto. Tudo o que pertence ao enredo principal é devidamente “amarrado”.
Em resumo, Amante Consagrado não figurou entre meus três favoritos da série, até o momento (Amante Eterno, Amante Desperto e Amante Liberto – sem ordem definida entre eles), mas não me desagradou mais do que Amante Sombrio. Acredito que se encontra equiparado à Amante Revelado, no patamar do meio-termo entre “gostar muito” e “não gostar”. Por mais que eu continue sem questionar a qualidade da escrita e do trabalho de J.R. Ward, infelizmente a série não me conquistou da maneira que angaria fervorosos fãs. Digo, inclusive, que sou indiferente a ela, no sentido de, novamente, estar no meio-termo entre gostar ou não. Até o momento, o que pude verificar, é que os livros me conquistaram mais pelo seus finais do que pelos desenvolvimentos. Pretendo ler os próximos volumes, até porque minha curiosidade não me permitirá parar nesse momento. Ainda há muita coisa para acontecer e quero poder saber delas com os detalhes que apenas a leitura da obra completa é capaz de permitir.




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25 Respostas para "[Resenha] Amante Consagrado – J.R. Ward"

Marcelo Lima - 21, maio 2012 às (22:29)

hmmm.. não sei o que pensar porque da série eu só li o primeiro e o guia , preciso estar focado para ler os livros da J.R. alias , to tão desaminado que se eu pegasse um livro dela pra ler agora ia ter que parar. Sua resenha ficou muito boa mi.

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leitoracompulsiva - 21, maio 2012 às (23:41)

Oi Aione,
Nem falo mais nada sobre essa série…
Já desisti de começar nesse semestre!
beijos
Camis – Leitora Compulsiva

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Mari ♥ - 22, maio 2012 às (00:24)

Oi Mi,
Ah estou aguardando suas resenhas pra ver se compro essa série rs.
Pois já li algumas resenhas, mas sem ordem rs.
Bom mas já si que nesse semestre não vou consegui comprar ^^
Boma semana flor
Beijo

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Fernando Turozi - 22, maio 2012 às (02:03)

Oi Aione *–*
Eu não posso falar nada sobre esse livro, pois nunca li nenhum outro da série, e também não me interessei..
E mesmo que eu me interessasse, não seria muito, pois se você não gostou muuito da série, imagina eu :/ heheh

Bjãão,
Fernando

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Julia G - 22, maio 2012 às (12:04)

Oi Mi!
É uma pena quando uma série que tantos gostam não nos agradam tanto, eu pelo menos me sinto assim quando acontece comigo. Eu ainda li apenas o primeiro livro – que tenho que fazer resenha, inclusive -, mas me apaixonei por esses irmãos, mesmo que ainda tenha vários pontos negativos. Vamos ver o que eu acho mais para a frente, né?

Beijos

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Danzinha - 22, maio 2012 às (12:33)

Oiie Mi,

Tá aí uma série de vampiros que não tenho a mínima vontade de ler. Acredito que estes enredos me desagradariam demais, até por isso não me aventuro em me aprofundar nesta série. Suas resenhas são sempre impecáveis Mi.

Beijos

Amigas entre Livros

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Pah - 22, maio 2012 às (17:23)

Oi gêmea, tudo bem?
Realmente esse livro é diferente dos outros, como você, me prendi mais nas histórias paralelas do que na do casal principal e isso, a meu ver, foi um ponto negativo, pois, como fã da série sou apaixonada pelo caminho de superação do casal principal, do amor entre eles, das lutas, brigas e amadurecimento então, nesse, senti falta de algo, me irritei com o P., e fiquei como boa parte dos fãs “Que porr@ foi essa Ward?”… Mas, tirando as críticas devorei o livro, e me emocionei com o final do casal, acabou que isso salvou os dois, o P. “virou homem” quando resolveu encarar seus problemas, e curti muito isso. Também senti que a conexão entre os outros livros aumentou, e de agora em diante, isso se torna comum na série, a autora me ganhou com isso. Sobre o núcleo dos redutores, sei bem porque você entendeu a participação deles e gêmea, isso vai crescer de uma forma… Eles vão ganhar ainda mais espaço nos próximos livros, mas de uma forma positiva (Epa, não do tipo “eu curto eles”, mas que enriquece a narrativa).
Que pena que a série ainda não te conquistou, sou tão apaixonada por ela, quem sabe o livro do John te ganhe completamente? rsrs Vou torcer por isso!

Beijos,

Pah – Livros & Fuxicos

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Alinne - 22, maio 2012 às (18:59)

Oi Mi!
Ao contrário de você, não gostei em nada desse livro, aliás foi o que menos gostei até agora. Os personagens principais são tão chatos que eu não consegui me entreter, a única coisa que salvou um pouco foi conhecer o passado do Plury, mas tirando isso, o restante me causou uma tremenda irritação, eu ficava o tempo todo me perguntando: WTF?! O que deu na cabeça da J.R? E aquele negócio do Plury ficar querendo ser sempre o herói me dava nos nervos. Enfim Amante Consagrado não me conquistou.
Ah espero que a série te conquiste e os três livros que você gosta também são os meus preferidos além de Amante Libertada.
Beijos.

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Angélica Roz - 22, maio 2012 às (20:20)

Oi Aione!

Sério? Pensei que fosse dos melhores!
Só li os dois primeiros livros da série e me tornei fã!
Estou iniciando o terceiro. 🙂

Adorei a resenha, totalmente sem spoilers! o/

Beijos!

Responder

Érica Patricia Lopes - 22, maio 2012 às (20:38)

Oi, florzinha!

Apesar de algumas pessoas amar a série, eu não acho graça! :s No momento, é uma leitura que não me agrada. Posso até mudar de opinião futuramente, mas por agora, prefiro ler algo mais real!
Como sempre, ótima resenha 🙂

Beijokas

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Lili - 22, maio 2012 às (22:28)

Tenho vontade de começar a ler essa série. Até pelos seus comentários e resenhas. Mas ainda tem outras prioridades me cahmando.

liliescreve.blogspot.com

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Eduarda Menezes - 22, maio 2012 às (23:56)

Mi, também achei esse livro diferente dos outros, mas de uma maneira tão boa que me surpreendi, pois não achei que fosse gostar tanto. Acho que já mencionei uma vez o quanto me surpreendi com o Phury, que nunca havia sido um dos meus personagens preferidos, porém após ler a sua história criei um carinho todo especial para com ele e diferente do que aconteceu com você, a Cormia tornou-se uma das minhas shellas preferidas; para mim, ela só perde mesmo para a Bella.
Também adorei as tramas paralelas. Em alguns dos outros livros eu ficava tão focada no casal que as tramas paralelas apesar de ótimas não me interessavam tanto assim – principalmente, a parte dos redutores como você mencionou – mas nessa tudo é tão dinâmico e interessante que não sentimos muita falta da parte principal, mas ainda assim quando ela acontecia eu vibrava demais pelos dois, gostei muito dos deles juntos. Não são os mais carismáticos, realmente, mas até agora o casal que menos me envolveu foi o Butch e a Marissa, apesar de gostar dos dois separadamente.
Como sempre, adoro conhecer mais sobre o seu ponto de vista. 🙂
Que venha o Rhevenge!
Beijão!

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Priscilla Duhau - 27, maio 2012 às (02:31)

Esse livro é sobre o Phury, não é? Poxa, eu sou muito azarada mesmo, viu? haha Nunca acerto em escolher personagens preferidos e por isso mesmo é claro que o meu preferido, até agora (só li os 3 primeiros livros), é o Phury. Logo no livro do meu personagem preferido a história dele não é tão central e as histórias paralelas são muito mais relevantes. Li o 3º livro, sobre Zsadist, sofrendo porque o Phury aparecia pouco e eu só tinha olhos pra ele. Agora vou ter que ler Amante Consagrado sofrendo também porque o meu queridinho não aparece tanto assim no seu próprio livro! Injustiça! hahahah Aquelas que se revoltam, ne? :’)
Mas eu realmente tenho dedo podre pra escolher personagens preferidos, sempre foi assim. :/ haha
E eu ainda me impressiono como você consegue resenha o sexto volume de uma série sem dar nenhum spoiler dos volumes anteriores. É realmente incrível e muito difícil de ser feito. Parabéns, Mi.

Beijão ♥
Priscilla Duhau
Livrificando

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Keyla Pontes :) - 02, junho 2012 às (13:17)

Concordo com você! Esse casal também não é o meu favorito.. Mas eu acho que isso se deve a minha “antipatia” com o Phury pela paixão dele com a Bella (ble) e como Z & Bella é o meu shipper favorito (junto com Wrath e Beth) então já fico com o pé atrás.

Mas um ponto que você destacou que eu também concordo demais é isso das outras histórias meio que tendo um destaque junto (exemplo do Amante Eterno que é praticamente um pré livro de Z e Bella e nao do Rhage com a Mary) que te faz acompanhar os outros acontecimentos sem se importar muito com o principal *-*

beeeeeijos!

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IlanaPrudente - 04, junho 2012 às (19:48)

Sou louca para ter a coleção toda. Ainda não comecei a ler, pois só tenho 2 livro e que não são os primeiros.
Obrigada pela resenha!

Responder

cristiane - 06, junho 2012 às (22:03)

Amei esse livro! Foi muito bom, apesar de que nem senti muito o Phury nesse livro…sei lá, não focou totalmente nele tadinho :S achei que a autora ia dar mais pontos de vista dele, mas não foi assim não =/

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Isabela - 08, junho 2012 às (17:32)

Pelo que voce disse deve estar na media, mas quem nao arrisca nao petisca!

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Chrysthie Audi - 29, junho 2012 às (12:59)

Olá!
Infelizmente eu ainda não li nenhum livro da série, mas nunca é tarde para começar, não é mesmo?
Ouço opiniões bem diferentes a respeito e preciso ter a minha…

Beijos
Chrys

Responder

Pedro Garcia - 29, junho 2012 às (16:18)

Além de achar a capa linda, o rumo da história me agrada bastante. Não li ainda, mas estou louco para ler.
Abraço.

Responder

Cris Aragão - 29, junho 2012 às (21:31)

Não sou fã de séries, principalmente das que parecem intermináveis. Só leria se tivesse todos os volumes em mãos como normalmente faço.

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Adriele Santana - 01, julho 2012 às (08:49)

Li várias resenhas sobre esse livro e fiquei com certo medo de ler e não gostar…
Li e não achei ruim, o livro conseguiu me prender até o fim.
Sou apaixonada pela Saga IAN e é difícil não gostar dos livros.

Beijos!!

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josi tomeleri - 01, julho 2012 às (14:00)

Ola
Eu adoro a maneira como a J.R. Ward escreve, ela prende a atenção da gente do começo ao fim, muito bom mesmo
Esse livro, da serie é o que eu menos gostei( como você…rsrsrsr), achei a historia do Rhury muito fraca, e para mim o melhor do livro é o desenvolvimento paralelo dos outros personagens
Abraços

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Fernanda - Trilhas Culturais - 01, julho 2012 às (14:18)

Eu não era muito curiosa em relação a essa série, mas com a fantasia envolvida e o tom de misterio, acabei me interessando…

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Juliana - 13, julho 2012 às (18:29)

Eu amo essa série e, diferente da maioria, eu adorei o livro do Phury. Talvez pq haja tantas estórias paralelas, fique meio difícil se concentrar e entender as personagens principais. Torci pelo casal, Phury e Cormia. O livro tem a estória mais profunda e obscura de todos pq lida de forma aberta e honesta com o vício em drogas. Confesso q na primeira vez q o li, achei mto maçante, mas resolvi tentar de novo e ñ me arrependi. Lê-lo pela segunda vez me fez prestar atenção em cada uma das personagens. O Phury lida com tantos problemas psicológicos: a independência do irmão, Z., o fardo de ter sido voluntário para ser o Primaz no lugar de V., Primaz original e outro membro da Irmandade, e, para completar, a obsessão pela companheira do irmão. E para fugir de todos eles, ele se afunda nas drogas. De outro lado, está Cormia, destinada a ser a primeira companheira de Phury, como Primaz (perpetuador da raça). Assustada e ao mesmo tempo maravilhada com um mundo q ela nunca conheceu, fora Do Outro Lado, ela sofre com rejeição dele. Drama e sofrimento (e mentiras tb, afinal ele é viciado!) é com o Phury. Ele tem a companhia constante de “O Mago”, seu alter ego cruel e destrutivo, q o ajuda a afundar nas drogas. O livro tem várias cenas marcantes. O episódio no quarto lavanda e o flagra q Z. dá no irmão no beco lidando com o Redutor são minhas cenas preferidas, entre outras. O romance entre ele e Cormia é tão sensual, tão aberto, sem subterfúgios, tão direto… Acho q cada momento deles juntos contribuiu para o próximo momento íntimo seguinte. O final é mto emocionante e surpreende para mim, q jamais imaginava q terminaria com aquela cena. Enfim, dps de ler pela segunda vez, esse é um dos meus favoritos! Abraços a todas,

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Fe Fernanda - 29, janeiro 2016 às (14:21)

Não achei legal o livro

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