julho 28, 2012 | Minha Vida Literária
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Post Surpresa da Semana Chick-Lit: Visão Masculina

    Chick-Lit é um gênero literário que surgiu em meados dos anos 90, com a publicação de livros como “Diário de Bridget Jones” da escritora britânica Helen Fielding. Esses livros trazem o mundo feminino de forma bem humorada, abordando questões envolvendo a mulher moderna. Os livros geralmente apresentam protagonistas mulheres, com feminilidade acentuada, variando em características como etnia, idade, condição social, estado civil, carreira e religião. Embora possam incluir elementos do romance, os chick-lits não são uma subcategoria do gênero. A relação sentimental pode ser tanto familiar quanto romântica, varia de obra para obra.
 
    O termo chick-lit é uma junção de “chick”, gíria americana que significa mulher jovem e iluminada, e a abreviação de literatura, “lit”. Em 1995, Cris Mazza e Jeffrey DeShell usaram, ironicamente, o termo como título para a sua antologia “Chick-Lit: Ficção Pós-Feminista”, assim, o gênero foi definido como um tipo de pós-feminismo que ia além do sexo feminino como vítima, para incluir ficção que falava com amplitude sobre experiências femininas, como namoro, sexo e etc.

      Como já citei, “Diário de Bridget Jones” foi um dos precursores, mas antes desse veio ainda o livro “Sheila Levine está morta e vivendo em Nova York”, que foi relançado recentemente pela editora Bertrand Brasil, inclusive. Além desses, ainda temos os bestsellers “Sex and the City” de Candace Bushnell e “Melancia” de Marian Keyes, livros que ajudaram a estabelecer o gênero na atualidade. Além dessas autoras, têm destaque: Sophie Kinsella (série Becky Bloom), Lauren Weisberger (O Diabo Veste Prada), Emily Giffin (O Noivo da Minha Melhor Amiga) e Meg Cabot (série O Diário da Princesa). Hoje em dia, o gênero é um dos que mais vende no mercado literário, tendo, inclusive, selo diferenciado em algumas editoras.

    Quando a Mi me convidou para escrever a postagem, não precisei pensar duas vezes antes de aceitar. Chick-lit é um gênero que me interessa imensamente, um dos que mais gosto. Isso soa estranho, um homem lendo chick-lit? As pessoas criticam muito homens que lêem livros “feitos para mulheres”, mas já se perguntaram se estes livros são realmente leituras apenas de mulheres? Eu acho que não precisa ser uma mulher para ler chick-lit, assim como não precisa ser homem para ler livros cheios de batalhas e mortes, como os da série “As Crônicas de Gelo e Fogo”. As mulheres costumam dizer que os homens não as compreendem, mas se esses livros falam sobre o cotidiano feminino, não seria um “empurrãozinho” para os homens terem uma noção do que se passa na cabeça delas? As inseguranças, a forma como elas vêem o sexo e os homens… E isso me interessa, saber como as mulheres nos vêem.

Minhas primeiras leituras do gênero foram “Diário de Bridget Jones” e “Presentes da Vida” e são livros que me marcaram, de certa forma. São meus chick-lits favoritos. Em vários momento me senti ligado à Bridget, de “Diário de Bridget Jones” (claro), pois temos personalidades parecidas. Ela é desastrada, tem momentos de depressão, mas, apesar de tudo, é bem humorada. Tem seus receios e inseguranças em relação aos homens e consegui compreender o motivo dessa insegurança. Às vezes, as mulheres não se sentem bem com uma roupa ou não estão confortáveis com seu peso, mas, na maioria das vezes, estão pensando no homem, no que ele vai achar disso.  E sim, mulheres, nós, homens, reparamos no penteado novo, na roupa nova e a maquiagem para aquele dia especial, mesmo que nós não comentemos o quanto gostamos de tudo. Toda insegurança acaba sendo em vão, às vezes.
E a Darcy, de “Presentes da Vida”, nossa, ela me fez refletir demais! Ela é a prova de que as pessoas podem mudar. A leitura veio no momento certo da minha vida; eu precisava daquela leitura.

      E por isso recomendo a leitura desses livros a todas as pessoas, não a uma mulher, não a um homem, apenas àqueles que procuram um livro descontraído, que fale sobre uma das melhores coisas da vida: as mulheres. 

 

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