[Livros Na Telona] Assassinato no Expresso do Oriente - Agatha Christie | Minha Vida Literária
14

nov
2012

[Livros Na Telona] Assassinato no Expresso do Oriente – Agatha Christie

Livros Na Telona é uma coluna na qual analiso filmes que foram baseados em livros!

Sobre o Livro

Título: Assassinato no Expresso do Oriente
Autor: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Número de Páginas: 224
Ano de Publicação: 2007
Skoob: Adicione
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Já faz um tempo desde que li o livro, mas algumas folheadas em meu exemplar foram o suficiente para me relembrar de pontos importantes. De qualquer forma, sei que a análise será vaga e me desculpo antecipadamente por isso.
A escrita de Agatha Christie é incrivelmente fluida, rápida e simples. Li poucas obras suas, mas todas foram devoradas em poucas horas e finalizadas com uma ótima sensação de satisfação. Não foi diferente com Assassinato No Expresso Do Oriente, que, além de rápida, foi também uma leitura leve e prazerosa.
O que também é de se admirar nas obras da autora é a sua capacidade de desenvolver tão bem a trama, principalmente por ter mais de 80 livros publicados. Realmente me pergunto como ela conseguiu criar tantos casos diferentes, com detalhes diferentes e ser capaz de surpreender o leitor tantas vezes. Novamente, sei que não li obras o suficiente para afirmar sobre sua capacidade de surpreender, mas não duvido dela.
Em O Assassinato no Expresso do Oriente, Hercule Poiot, o célebre e excêntrico detetive de Agatha, embarca no Expresso do Oriente após conseguir arranjar uma cabine no último instante, visto que todas já estavam reservadas. À meia noite, o trem é parado por conta de uma nevasca e, na manhã seguinte, um corpo é descoberto entre os passageiros. O detetive imediatamente é convocado para desvendar o crime.
A estrutura da obra é simples: há uma introdução da história, onde os personagens e as situações são apresentadas em terceira pessoa, do ponto de vista de Poirot. Depois, após o assassinato ter ocorrido, chegamos à parte em que as evidências são colhidas para, posteriormente serem analisadas. Ao final, o caso é brilhantemente solucionado e exposto ao leitor de maneira a juntar todas as peças encontradas ao longo do enredo.
Não há muito a ser dito, a não ser que a leitura de qualquer obra da autora é imprescindível aos amantes do gênero. Agatha Christie é uma mestra no assunto e acompanhar o método de trabalho de Poirot é uma forma deliciosa de se passar o tempo, tanto pelo próprio envolvimento com a leitura em si quanto pelas tentativas de solucionar o caso antes do detetive.
Sobre o Filme

Pelo que encontrei, há diversas versões adaptadas, tanto para o cinema quanto para a TV. Porém, tive contato com duas: uma de 1974 e a outra, a qual efetivamente assisti, de 2010. Sei que faz tempo desde que li o livro, mas essa foi uma das melhores adaptações a qual tive o prazer de assistir. A história, até onde me lembro, não foi modificada em nada e foi muito bem representada. 
Também, devo dizer que o filme tem um ar mais sombrio e, até mesmo, mais pesado do que o livro. Enquanto a leitura foi leve e mais interessante no sentido de acompanhar a evolução do caso, o filme me permitiu um envolvimento maior no sentido das emoções despertadas. A leitura foi mais fria, embora muito boa. O filme me deixou uma noção maior de que ocorrera um assassinato, de que uma pessoa fora morta, e não apenas a necessidade de um caso ser solucionado.

Acredito que parte disso se deu por conta das próprias atuações. No filme, a carga emocional de cada personagem está presente por entre suas ações e isso permite uma humanização da história. No livro, Poirot faz uso dessas emoções para solucionar o caso, o que cria essa maior “frieza”. Outros pontos que contribuem para essa sensação são as técnicas da produção: a fotografia do filme e, principalmente, a trilha sonora.
Da mesma forma que a leitura foi rápida, o filme também o foi: 80 minutos, apenas, e muito bem aproveitados. Não tive em momento algum a sensação de ter faltado algo na história ou de ela ter sido mal abordada. O final foi um pouco diferente do que acontece no livro, mas não na história em si, mas sim em como foi apresentada. Aqui, realmente houve um aumento da carga emocional no enredo, inclusive com um aprofundamento de conflitos internos das personagens, o que não acontece no livro, até onde me lembro. Tal modificação foi extremamente positiva em meu ponto de vista, uma vez que incita uma reflexão sobre certo, errado e o sentido de uma real justiça.
O único ponto que me incomodou levemente foi o próprio Poirot. Durante a maior parte do tempo, ele correspondeu ao que eu tinha em mente de sua imagem. Entretanto, em alguns momentos, ele se mostrou mais passional do que eu acreditava ser, contrariando a minha lembrança de ser alguém pacífico. Se realmente houve uma distorção em sua representação ou se eu, apenas, é que tive uma recordação errônea do personagem, não saberei responder.
Assisti a algumas cenas da primeira adaptação, de 1974, e, pelo que pude perceber, achei a de 2010 melhor. Há algumas diferenças entre ambas, inclusive no próprio ar entre eles. O de 1974 me pareceu mais leve, como o livro, enquanto o de 2010 é mais sombrio e passional. Também, o primeiro tem cerca de 2 horas, em contraste às 1h20 do outro.
Em resumo, o que posso dizer é que achei o filme excelente. Foi muito agradável de ser assistido e muito satisfatório como adaptação. Como não me lembro de detalhes do livro, talvez eu possa ter feito uma análise não compatível com a realidade, e me desculpo, novamente, por ter sido tão vaga sobre a leitura. Caso eu esteja errada, o filme, pelo menos, vale a pena como obra independente. Recomendo!

Confira o trailer do filme!

 

 





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17 Respostas para "[Livros Na Telona] Assassinato no Expresso do Oriente – Agatha Christie"

Lili - 14, novembro 2012 às (17:54)

Eu não vi essa versão de 2010, fiquei bem curiosa porque este é um dos livros da Agatha que mais gosto.

Tenho essa versão antiga com a Ingrid Bergman, maravilhosa! Confesso que o filme não irá atrair qualquer expectador.

Beijos,
Lili
liliescreve.blogspot.com

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Suzi - 14, novembro 2012 às (18:12)

Adoroooo Agatha!!Não sabia que tinha filme!!Fiquei super curiosa agora!!Amei esse livro espero que o filme seja tão bom qnto *-*

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Anonymous - 14, novembro 2012 às (18:45)

ainda não li nada dela , mas pretendo ler ! Tinha uma amiga que era louca por essa autora. – Marcelo Lima.

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Ana Caroline Lima - 14, novembro 2012 às (22:16)

Já li o livro, mas ainda não vi o filme. Adoro o jeito que a Aghata escreve, divino os seus suspenses.
http://leituramagnifica.blogspot.com.br/

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Amanda Faustino - 14, novembro 2012 às (23:09)

Tenho vontade de ler algo da Agatha, mas esse é o único que tenho MUITA VONTADE MESMO.
Eu não sabia do filme… Deve ser bom hein.

Beijos,
Mandi – Book and Cupcake.

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Bárbara Murat - 14, novembro 2012 às (23:22)

Ainda não li nenhum livro da Agatha Christie, mas tenho bastante vontade.
Não achei a análise vaga não, apesar de não ter lido me explicou bem sobre a obra 😉
Enfim, adorei o post!

Beijos.

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PamFardin - 15, novembro 2012 às (08:27)

Não assisti nenhuma versão dos livros da Agatha Christie, mas com certeza pretendo ver, principalmente depois do seu post 🙂
Li O assassinato no expresso oriente há uns 5 anos, acho que tenho que reler a hitória. Na época, eu amei o livro, Agatha escreve lindamente. Não é a toa que ela é considerada Rainha do crime… 😀

Beijos
aritmeticadasletras.blogspot.com

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Sora Seishin - 15, novembro 2012 às (11:55)

Oi Aione!
Esse é um dos meus livros preferidos da Agatha Christie! Eu li o livro e vi o filme de 74, não sabia que tinha uma versão mais nova. Vou procurar pois, pelo que vi no trailer que você postou, o ator que faz o Poirot é o mesmo que trabalhava na série de tv, que eu acompanhava.

Beijos,
Sora – Meu Jardim de Livros

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Sofia - 15, novembro 2012 às (13:01)

Apesar de eu amar as obras da Agatha, simplesmente nunca vi nenhuma adaptação de seus livros, na verdade, nunca procurei mesmo, até mesmo por falta de informações! Mas com certeza, vou assistir, principalmente dessa obra, que no caso é uma de minhas favoritas! Gostei do modo como o livro finalizou, tendo duas soluções, que acredito que vá no ponto de vista do leitor, rsrs! Poxa, estranho saber que o filme é mais “intenso e sombrio” do que o livro, pois em sua maioria vejo o contrário!

Beijos

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Julia G - 15, novembro 2012 às (18:40)

Oi Mi, eu tenho o livro, mas ainda não li, e também não assisti ao filme, apenas ao trailer do mesmo. Com sua análise, dá pra ver que a história tem todas as características da Ágata, cheia de mistérios e ligações inteligentes.
Fiquei mais curiosa, vou tentar colocar entre uma das minhas próximas leituras, e depois assistirei ao filme.

Beijos

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Mari ♥ - 15, novembro 2012 às (23:24)

Oi Mi,
Li esse livro já tem um tempo é um dos meus prediletos, mas acredita que não sabia que tinha o filme rs
Agora fiquei curiosa pra assisti, vou ver consigo assisti ainda nesse feriado 😀
Beijos

Mari – Stories And Advice

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Nana - 16, novembro 2012 às (08:03)

Hey Mi!
Poxa fico tão envergonhada de não ter lido nada da autora, ainda.
Nem dela e nem do Sidney Sheldon.
Aliás dele eu li até metade de um livro, depois tive que devolver O.o

Ah já imagino que daqui uns anos deve ter outra adaptação.
Já que tiveram duas…

E ainda bem que foram satisfatórias 😀

Bom feriadão
Nana – Obsession Valley

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✿Nessa✿ - 16, novembro 2012 às (11:37)

Oi Mi*
Ainda não li este livro e não conecia esta autora.
Me deu mais vontade de assistir ao filme, parece ser muito bom!

Bjinhs*
http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com

Responder

Jessica Asato - 16, novembro 2012 às (16:25)

Oi flor, tudo bem?
Quanto tempo não venho aqui…. 😡

Adorei sua comparação, mesmo não tendo lido e nem visto o filme! Assim como você, li pouquíssimos livros da Agatha mas concordo quando você diz que “a escrita de Agatha Christie é incrivelmente fluida, rápida e simples.”
Eu fico pensando também, como ela conseguiu desenvolver tantos casos diferentes e, pelo visto, muito bons! Eu li “O caso do Hotel Bertram”, foi o livro que me impulsionou para a vida de leitora e eu AMEI! Sou apaixonada por livros de suspense/policial e com certeza a Agatha faz isso muito bem!

Acho que não vi os filmes baseados nos livros dela, uma pena… =( Vou procurá-los e assisti-los! 😉

Beijos e ótimo final de semana! ;*

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Mariana FS - 18, novembro 2012 às (00:36)

Oi Aione!
Fã da Agatha como sou, nem preciso dizer que amei essa edição da coluna, né? Esse é um dos clássicos da autora. Eu li o livro e assisti aos dois filmes, mas tudo já faz muito tempo, rsrs. Devo ter lido o livro há uns 12 anos e visto o filme de 74 há uns 4 (lembro de ter gostado na ocasião, mas confesso que já não lembro muito). Já o filme de 2010, vi no ano passado, então é a versão da história que está mais fresca na minha memória. Gosto muito de David Suchet no papel de Poirot, na verdade, acho ele perfeito! Você menciona como ele é mais pacional no filme do que normalmente aparece nos livros, mas acho que é a peculiaridade deste caso que faz isso com ele.
Esse filme, na verdade, faz parte de uma série chamada “Agatha Christie’s Poirot” cujos episódios adaptam vários livros da autora. É meio dificil de achar, mas se vc encontrar vale a pena (principalmente a partir da 4 temporada quando cada episódio é um livro – nas três primeiras eles não levam ao pé da letra as histórias. Mais usam o Poirot e outros personagens da Agatha). Também gosto desde aspecto mais pesado desta adaptação. Os livros da Agatha normalmente não tem essa caracteristica e mesmo se tratando de histórias policiais são leves, mas essa era uma história que podia usar de uma carga assim em sua adaptação o que caiu muito bem.
Também sempre fico admirada de ver como a Agatha consegue criar tantas tramas e surpreender, mesmo tendo escrito tantos livros. Bom, sou fã confessa, né? Rsrs.
Beijos

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Anonymous - 26, junho 2013 às (03:50)

Nossa que legal, não sabia que esse filme foi adaptado ao cinema em 2010, fiquei sabendo que em Agosto desse ano mesmo (2013) lançaram ”A CASA TORTA” que também é um ótimo livro, prefiro mil vez ele que ”ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE” pra vc ter uma noção!

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Gildásio Freire - 09, janeiro 2014 às (12:58)

Li o livro e assisti as duas versões, tanto a de 1974 como essa de 2010.Na versão mais antiga foram mais ao pé da letra mesmo é tudo bem igual ao livro, só modificaram alguns nomes, como por exemplo o nome de M Bouc, que no filme se chama Biantch. Mais é tudo igualzinho. Agora nessa versão de 2010 não gostei muito porque fugiram muito do contexto do livro, fizeram um começo e um fim que não existe no livro e ainda por cima esqueceram de várias partes importantes como a pista do limador de cachimbos, a pista da mulher com o robe de dragões o fato de Mr Hardman ser detetive, bem, na verdade ele nem existe no filme e quem é noivo da filha de Michel é Antonio Foscareli, e Michel não é o 12° suspeito, e sim o Dr. Constantine, o que pra mim sinceramente foi uma grande vergonha da parte de quem escreveu o roteiro do livro. Mais fora todas essas gafes, está “Bonzinho”.

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