[Resenha] Lonely Hearts Club - Elizabeth Eulberg | Minha Vida Literária
21

dez
2012

[Resenha] Lonely Hearts Club – Elizabeth Eulberg

Título: Lonely Hearts Club
Autor: Elizabeth Eulberg
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 240
Ano de Publicação: 2011
Skoob: Adicione
Compare e Compre: Buscapé

Penny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto, claro, os únicos quatro caras que nunca decepcionam uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do Lonely Hearts Club — o lugar certo para uma mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí. Agora, todas querem fazer parte do Lonely Hearts Club, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será, realmente, que nenhum carinha vale a pena?

Agora entendi porque só consegui ler Lonely Hearts Club esse ano. Caso o tivesse lido ano passado, ele teria concorrido com Anna e o Beijo Francês ao título de mais fofo do ano e teria sido uma tremenda injustiça com os dois livros – principalmente porque a fofura dos dois é diferente e não cabe compará-los. Esse ano, entretanto, o título pode ficar com a obra de Elizabeth Eulberg.
Escolhi lê-lo em um momento crucial. Havia terminado IdentidadeRoubada e precisava de algo leve para poder relaxar, e acredito que fiz a escolha perfeita. Além de ter devorado o livro em pouquíssimas horas, mergulhei de cabeça na história, me apeguei às personagens e, ainda, fiquei com aquela sensação de nostalgia por relembrar minha própria adolescência e época de Ensino Médio (uma das melhores da minha vida).
A história é uma graça. Apesar de partir de uma premissa já bastante utilizada – o sofrimento pós-término de um namoro -, a história evolui muito bem e conseguiu me surpreender com o rumo tomado. Muitas partes eram bastante óbvias e previsíveis, mas digo que me surpreendi porque esperei outros tantos clichês que não apareceram, exatamente por conta das personagens. Muitas vezes, subestimei a protagonista e suas amigas, esperei delas atitudes mais imaturas do que realmente têm. Foi ótimo poder sentir admiração por elas e acompanhar as mudanças pelas quais passam, além do fato de serem capazes de mudar observando seus erros e se fortalecerem a partir de seus acertos.
A história é fofa por dois motivos: um deles é o próprio romance acontecido. Como não suspirar e não torcer pelo casal? Fiquei angustiada junto de Penny por conta de seus dilemas e considero a autora muito feliz no desenvolvimento deles. O outro motivo, e provavelmente o principal, é aquele no qual a autora foi ainda mais feliz em construir: a força das amizades na história.
Foi impossível não ler e não pensar nas minhas próprias amigas, relembrar tudo que já passamos juntas, tudo o que fazíamos em nossa época de escola, as conversas que tínhamos, enfim, as pessoas que éramos. Diane, Tracy e Penny me fizeram pensar em diversas amigas minhas, todas mescladas nessas três, e não sei dizer qual delas mais me agradou!  O que achei mais bonito nas amizades expostas foi o caráter incondicional que há nelas. Não há cobranças, não há julgamentos, não há ressentimentos. Elas são amigas, elas se apoiam e, acima de tudo, elas se aceitam., mesmo com todas as diferenças em suas personalidades.
Também, e que obrigatoriamente deve ser citado, é a influência dos Beatlesna vida de Penny e, consequentemente, no desenrolar da história. Foi tão prazeroso ver tantas referências de um dos maiores ícones do rock! Passei o dia inteiro da leitura com músicas da banda na cabeça, isso quando alguma não era citada e, no mesmo momento, ouvia-a sendo tocada em minha mente, compondo a trilha sonora instantaneamente.
“Qualquer um que já tenha se agarrado a uma música como a um bote salva-vidas vai entender. Ou alguém que tenha colocado uma canção para fazer aflorar um sentimento ou uma lembrança. Ou que tenha uma trilha sonora tocando em sua mente para embalar um diálogo ou uma cena.”
página 19
Se você procura uma leitura relaxante, fácil, rápida e jovial, procure Lonely Hearts Club, porque ele cumpre com excelência esses objetivos. Na categoria “fofura”, ganhou de mim a nota máxima!

 





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16 Respostas para "[Resenha] Lonely Hearts Club – Elizabeth Eulberg"

Clara Beatriz - 21, dezembro 2012 às (18:23)

Já tinha ouvido falar nesse livro, e aprece ser bem interessante. Não gosto muito dos Beatles, mas vou colocar o livro agora na minha lista de “Vou ler” do Skoob. Isso se ele já não estiver lá 🙂
maravilhosomundodetinta.blogspot.com.br

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Anonymous - 21, dezembro 2012 às (18:36)

eu já cheguei a comprar esse livro e nunca paguei o boleto. depois da sua resenha me deu vontade de ler de novo! – Marcelo Lima

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Rafael Fernandes - 21, dezembro 2012 às (21:21)

Nossa, com certeza, sempre depois de uma leitura tensa, se pede um livro mais leve, e esse fofíssimo livro deve ser maravilhoso, gostei da resenha Mih, tu fazendo comparações e tal. Acho digno isso.
Beijos.

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Tahis - 22, dezembro 2012 às (02:41)

Olá Mi!

Esse livro é uma fofura mesmo, na época que eu li estava no Ensino Médio e eu adorei esse livro!
Apesar de ser uma tema beem batido como você citou, o sofrimento, coisas do coração, o livro é tão gostoso de se ler, tão leve, que nem se percebe que é um assunto já um tanto conhecido! Adorei os personagens, a forma como elas são unidas, uma ajudando a outra, e sem contar na trilha sonora né!
Parabéns pela resenha!

Aproveitando…
Feliz Natal, tudo de bom para você e sua família!
Que em 2013, tenha muitas realizações e muitos livros!
Beijão
http://lovesbooksandcupcakes.blogspot.com.br/

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Preto no Branco - 22, dezembro 2012 às (02:53)

Own, adoro livros fofos, imagino que vá gostar bastante desse então. A capa me lembra um pouco de gossip girl, nao sei direito o porquê, rs, mas lembra. Gosto de leituras simples, divertidas e que tragam boas lembranças, espero que também funcione assim comigo, haha.
Beijoo!!

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Ni Portela - 22, dezembro 2012 às (13:59)

Ai que saudade de “Lonely hearts club”! Eu lembro que quando li achei super fofo, como você, mas não sei se eu o acharia tão fofo agora. Sério que ele concorreria com “Anna e o beijo”? Preciso ler ambos de novo, deu saudade agora!
Mi, desculpa, faz tanto tempo que eu não passo por aqui que nem vi o blog lindão com o domínio .com.br etc. *-* <3
Beijão!

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Lili - 22, dezembro 2012 às (16:35)

Eu jurava que já tinhas resenhado.
Ainda bem que situasse no tempo a leitura, aí não me senti tão louca.

Eu tenho MUITA MUITA vontade de ler.
Também acho que o ensino médio foi uma das (senão A) melhores fases da minha vida.
Principalmente pelas experiências e amizades.

Como não torcer por um casal fofo?

liliescreve.blogpost.com

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Jéssica Rodrigues - 22, dezembro 2012 às (18:44)

Oie florrr.
Quero muito ler esse livro.Sempre tive vontade de ler, e li várias resenhas positivas e sempre me chamou a atenção a estória.
Vou procurar pra ler sim.
Adoro estórias fofas e descontraídas.
Parabéns pela resenha.
Beijão

Jéssica Rodrigues
Leitora Sempre
http://leitorasempre.blogspot.com.br/

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Ceile - 22, dezembro 2012 às (19:15)

Ai, Mi, troque este livro no Skoob estes tempos atrás. Vou tentar ler em janeiro, só pq vc falou que te fez lembrar do ensino médio, suas amigas e talz.
Sou muito nostálgica e adoro livros que resgatam bons momentos que passei com meus amigos.

Beijo!

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Taty - 23, dezembro 2012 às (13:40)

A estoria parece interessante e você gostou mesmo do livro né, talvez eu leia um dia por que não faz tanto meu gênero

bjos

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Larissa Rehem - 24, dezembro 2012 às (00:40)

Amei!
O título será anotado e vai entrar para a lista dos que devem ser lidos com urgência!
kkkkkkkkkk

Beijinhos!

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Ana Ferreira - 24, dezembro 2012 às (02:44)

Mi, estou de volta! Que alívio poder dizer isso haha Ainda melhor é poder voltar a ler o Minha Vida Literária, especialmente com uma resenha fofa dessas <3
De fato, a concorrência entre “Lonely Hearts Club” e “Anna e o Beijo Francês” seria injusta. Como você, creio que Elizabeth Eulberg foi muito feliz ao retratar, antes de qualquer outra coisa, a amizade entre as meninas. Tudo de maneira leve, divertida e juvenil.
Suas palavras não poderiam ter expressado de forma melhor o sentimento que esse romance passa.
Beijo!

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Kéziah Raiol - 24, dezembro 2012 às (04:40)

Oi Mi *-*
Saudades de você, agora que arrumei as coisas por aqui vou poder voltar e fazer umas visitas mais frequentes aqui no seu cantinho *-*
Eu desconhecia esse livro acredita? (Desinformada)
Mas fiquei extremamente apaixonada pela história, afinal eu adoro os Beatles, e agora quero demais esse livro. Como sempre você escreveu de uma forma bem inteligente e envolvente.
Acredita que ainda não li “Anna e o beijo francês”? Mas tenho ele aqui, breve vou ler.

Beijocas!

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Priscilla Duhau - 27, dezembro 2012 às (22:07)

Nem preciso dizer que TENHO que ler esse livro, né? Primeiro porque os Beatles são minha banda favorita de todos os tempos eu sou tipo fissurada neles e em tudo que faz alusão aos mesmos. Segundo porque você disse que é tão fofo quanto Anna e o Beijo Francês, que foi um livro que também achei muito fofo e amei demais. E terceiro porque ele trata de término de namoro, não é isso? Pois é, tô nessa fase, preciso de livros que me tirem da fossa. haha
Fiquei morrendo de vontade de ler esse livro depois da sua resenha, Mi. Essa capa representando o Abbey Road e o título fazendo referência ao Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band também me consquistaram bastante.

Beijão <3
Priscilla Duhau
Livrificando

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Planet Pink - 29, dezembro 2012 às (22:53)

Oi Mi!!
Adoro livrinhos assim, leves.
Com certeza eu iria adorar esse também!

Bejinhos

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Amanda Faustino - 30, dezembro 2012 às (22:54)

Quando esse livro foi lançado eu fiquei louca para ler, mas eu não consegui. Pensei que em 2012 conseguiria, mas não deu… Tomara que seja em 2013!

Beijos,
Mandi – Book and Cupcake.

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