Entrevista: Denir P. M. Junior + Promoção | Minha Vida Literária
07

fev
2013

Entrevista: Denir P. M. Junior + Promoção

Oi gente!

Fazia tempo que eu não postava uma entrevista por aqui, não é?
Vamos conhecer um pouco mais sobre o Denir P.M. Junior, autor da série O Diário de Milena Liebe?

Entrevista

1.Como é a vida do Denir e onde a escrita se encaixa nela?
Complicou! Trabalhei muito para ter uma vida simples, pelo menos no quesito viver em paz, e consegui, de certa forma. Minha vida familiar é tranquila e hoje só trabalho pra viver bem. Não almejo ficar rico, o que fez com que me sobrasse tempo. Esse tempo extra teve que ser preenchido e, como eu sempre gostei de hobbies, acabei fazendo do ato da escrita um deles. Tempo extra também traz problemas; é fácil parar para pensar nas coisas que podem dar errado e ver os erros alheios. Junto com a timidez, acabei me tornando um pouco misantrópico – complicando a minha vida simples – e usei isso em minhas histórias.

 

 

2.De onde surgiu a vontade de escrever? Como começou?
Eu ainda era rapaz quando passeava às margens do rio Sena em Paris, ao lado do meu amigo e professor Napoleão Bonaparte, discutindo o que deu de errado na batalha de Waterloo. Ranzinza, ele se achava o máximo e não aceitava derrotas. Fiz o possível para ajudá-lo.
Também me lembro, ainda bem criança, das histórias que eu contava para mim mesmo. Passava horas inventando e vivendo essas histórias, em um nível de profundidade e detalhes bem alto. Na adolescência, levava os amigos à loucura quando os envolvia com essas histórias. Eles acreditavam piamente, até eu revelar um detalhe que muitas vezes lhes passavam despercebido, como o nome do meu amigo Napoleão. 
Aos 14 escrevi meu primeiro livro, mas fiquei só nele. Faltou incentivo e me senti desmotivado, mas orgulhoso! Ainda o guardo em algum lugar em minha casa. Já adulto, com tempo livre e em com a família formada, inclusive com um cachorro, me vi inventando novas histórias, enquanto o levava para passear. Nasceu a história de Milena Liebe e desejei colocá-la no papel para ver o que aconteceria.
3.Os livros sempre fizeram parte da sua vida? Quais seus livros favoritos? 
Em minha casa não havia o hábito da leitura. Não na época de quando eu era menino, pois lembro muito bem da coleção de livros de meu pai, que ultrapassava os 1000 livros, mas duvido que ele tenha lido, apenas colecionava. A coleção se foi e o máximo que eu fazia era ler um ou outro que cairia nas provas do colégio, mas mesmo assim eu lia pouco, uma vez que eu não precisava lê-los para conquistar as melhores notas em português. Bastava a historinha contada pelos colegas que liam.
Na juventude li alguns livros que me marcaram, no entanto bandeei para os filmes, uma vez que pegava muitos livros que enrolavam demais a leitura e eu sempre fui muito impaciente. Dentre os livros que adorei, e os guardo até hoje, está toda a série de Duna, de Frank Herbert.
4.E sobre os autores, há algum que você se identifique, que tenha servido como exemplo para você como escritor? Quais seus autores favoritos?
Essa é difícil. Eu sempre gostei das histórias e só. Nem das descrições eu gostava, o que fez com que eu abandonasse muitos livros e não conquistasse o hábito da leitura – talvez eu tenha só lido livros ruins. Como consequência, eu não sabia o nome de nenhum autor e nem sequer o nome dos atores dos filmes e novelas de que eu gostava. É estranho, mas eu não ligava para esses fatos. Tinha que ser algo que me interessasse demais, a ponto de me tornar um fã. Ai sim eu me interessava em saber mais.
Infelizmente, quando conheci minha esposa e resolvi trabalhar para poder me casar, nunca mais coloquei a mão em um romance. Mas, como autodidata, tive muito livros técnicos!
Frank Herbert é o meu autor favorito e único. Não houve nenhum outro após ele que chamasse atenção, pelo simples fato de não ter lido o suficiente para isso.
5.Como é a sensação de se escrever sem necessariamente querer investir na profissão de escritor?
É boa e é ruim. Qualquer coisa que façamos que não temos a obrigatoriedade de viver dela ou mesmo se importar com a opinião dos outros, é boa. No entanto, sentimos a necessidade de mostrar, de receber críticas que apontam os nossos erros e, principalmente, os nossos acertos, afinal, as pessoas vivem de elogios, embora isso ande raro.
Ao escrever os dois primeiros livros após tanto tempo sem ler, foi difícil passar para o papel; lembrar das palavras, do jeito de contar… Mas foi mais difícil encontrar pessoas para ajudar e na teimosia fui melhorando. Depois de algum tempo até eu achei ruim a escrita dos dois primeiros e fiz os ajustes necessários.
6.O que costuma te inspirar para escrever?
Nada e tudo. Estou sempre passeando pelas crateras da Lua ou no sistema solar de Antéia. Basta sentar, olhar para tela e começar a escrever algo bobo que logo se torna algo interessante. Pelo menos para mim!
7.Quando li seus livros, ficou clara, para mim, sua intenção em transmitir uma mensagem com eles. Foi com esse intuito que você os escreveu? O que você espera dos seus livros?
No início, não tive o intuito de transmitir mensagens. Eu os escrevia para mim, como hobby, então foi mais um desabafo. Apenas coloquei no papel as minhas críticas à sociedade e imaginei como seria se um povo pudesse viver de outra forma, em harmonia, pensando de forma diferente.  Com o decorrer da escrita, passei a notar e a acentuar a mensagem que viver de forma simples é possível e melhor. Na verdade eu apliquei isso em minha vida, pelo menos dentro de minha casa, e tive sucesso. Mas, como ser humano, temos a tendência de complicar, de fazer tempestades em um copo d’água ou, ainda, de querer lutar contra as leis da natureza. Me encontro nessa situação; querendo complicar as coisas.
8.De onde surgiu Milena Liebe? Era sua intenção escrever uma série ou os outros livros, após o primeiro, nasceram espontaneamente?
Eu sempre quis fazer a diferença na vida das pessoas, então imaginei a Milena uma jovem bonita e muito feliz, que tivesse sua vida ameaçada e fosse salva pelo príncipe encantado – claro, um conto de fadas –, um “mago” misterioso, com poderes de salvá-la e dar a ela tudo o que ela desejava. (Qualquer comparação com os filmes da Disney, tipo Branca de Neve, é mera coincidência). A história mudou de rumo à medida que eu escrevia, aliás, é sempre assim, minhas histórias nunca seguem um roteiro, mesmo que eu os faça. Acabou que a Milena é quem era diferente, e não o príncipe encantado.
Não tive a intenção de escrever uma série. Desejava apenas escrever um livro e parar por ai. Após terminar o primeiro, continuei contando as histórias para mim mesmo e comecei a “viajar na maionese”. Peguei amor por Milena e os outros personagens, e senti que a história podia continuar, aliás, continuar para algo maior, em outro mundo. Eu ainda não consegui parar.
9.Muito do que envolve a cultura dos Sekvens difere da nossa própria cultura ocidental. Como os leitores costumam reagir ao conhecê-la?
A cultura dos Sekvens é uma soma das diversas culturas existentes no mundo. Existem culturas muito exóticas que são olhadas por nós como algo inaceitável. Essa diferença de cultura e, também, as diferenças religiosas, são as culpadas por devastarem a humanidade. Também são usadas como desculpas para genocídios. Eu quis chocar um pouco, mas não muito, tocando em alguns tabus de nossa cultura.
Tive poucos leitores, mas a maioria parece reagir bem, principalmente vocês que leem muito, mas alguns me olham com rabo de olho. Ou ainda, como minha filha: “Êeeee papai”!
10.Você já pensou em escrever algo sem relação com os Sekvens?
Já, mas não consigo. Não agora. Atualmente passo a metade de meu tempo em Antéia, cercado por Sekvens, Miliamedes, Xerantos, Kerions e até Fadas – eu disse a você que eu havia brincado no último livro –, não sobra tempo para pensar em mais nada. Quem sabe no futuro, se eu conseguir me libertar do amor Sekvens. Mas, para isso, eu preciso desejar.
11.Podemos esperar por outros livros envolvendo Milena e os Sekvens?
Eu creio que sim, embora seja difícil escrever sobre sentimentos que não conheço. Como escrever sobre algo que não temos referência? Acabo ficando preso às coisas simples, ou seja, no que resta dos sentimento humanos nos Sekvens, ou, ainda, – como tem acontecido – contando histórias humanas ao se depararem com eles e explorando a sua cultura.
Obrigada, Denir, por ter cedido a entrevista! Adorei suas respostas!
E vocês, o que acharam?
Adicione no Skoob!
Novidade

E mais um spin-off foi escrito pelo autor, mas ainda não foi publicado:

Promoção

Não só os capítulos, o Denir também cedeu um exemplar do livro e o Mahamom para uma promoção aqui! É possível resistir a esse Miliamede lindo? *.*

 

Bora ver as regras? Dessa vez, está super fácil participar 🙂

 

  • Ter endereço de entrega no Brasil;
  • Preencher as entradas desejadas no Rafllecopter.

 

Boa sorte a todos e, novamente, obrigada por tudo, Denir!





Deixe o seu comentário

16 Respostas para "Entrevista: Denir P. M. Junior + Promoção"

Sammysam Rosa - 07, fevereiro 2013 às (18:18)

Ótima entrevista! Gostei das resposta do autor, ele é muito simpatico e fiquei ainda mais interessada em conhecer suas obras!

Bjs

Participando!

daimaginacaoaescrita.com

Responder

Lili - 07, fevereiro 2013 às (18:38)

Adorei a entrevista. Eu achei muito engraçado que a relação dele com seus escritos é diferente de outros escritores por profissão.
Ele não quer se desapegar dos personagens, enquanto para outros é importante libertar-se, evitar a relação constante.

Eu refleti e decidi concorrer (afinal, aumentar a concorrência), mas eu eu não me senti empolgada pela resenha. Quem sabe mude de ideia com o livro se eu ganhar.

liliescreve.blogspot.com

Responder

Anonymous - 07, fevereiro 2013 às (20:36)

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Responder

Julia G - 07, fevereiro 2013 às (20:41)

Mi, adorei conhecer um pouco mais do Denir. Eu sempre vejo comentários ótimos sobre os livros dele e sobre ele também. Acho legal essa relação que o autor criou com seus personagens, é como se eles é quem decidissem o que ele escreverá a partir de agora. rsrs

Vou concorrer na promoção, espero ter sorte ^^

Beijos

Responder

Thais Priscilla - 07, fevereiro 2013 às (21:47)

Não conhecia o autor nem o livro mas fiquei bastante curiosa em relação a esta série.
E o autor é bem simpático 🙂

Adorei a entrevista.

Responder

Raquel Machado - 08, fevereiro 2013 às (02:18)

Oi flor,
Muito bom conhecer um pouquinho mais sobre o autor sempre é legal isso ele pareceu super simpático e com uma grande imaginação.
Adorei a promo também estou participando.
Bjss
Raquel Machado
Leitura Kriativa

Responder

Renata Sara - 08, fevereiro 2013 às (13:07)

Participando * *

Adorei as respostas do Denir, realmente lendo seus livros, vemos que ele clamarente quer nos passar uma mensagem de esperança.

Beijus

Renata Sara

amordelivros.blogspot.com

Responder

Sofia - 08, fevereiro 2013 às (13:09)

Mi, adorei a entrevista! Só leio comentários positivos a respeito dos livros do Denir, mas nunca os li. ^^ Fantástico essa ‘ligação’ tão forte dele com os personagens!

Beijão

Responder

Ana Ferreira - 09, fevereiro 2013 às (03:06)

Mi, embora não tenha sido realmente cativada pelas sinopses e pelas resenhas dos livros do Denir, gostei bastante da entrevista e das respostas que ele deu.
Surpreendeu-me, no entanto, o fato de ele não ser um leitor dos mais assíduos, o que costuma ser uma máxima entre grande parte dos autores. O que importa, claro, é o elo com a escrita =)
Beijo!

Responder

Planet Pink - 11, fevereiro 2013 às (03:11)

Oi Mi.
Não gostei dessas capas, me faz pensar que os livros são exotéricos demais pra mim rs
Mas sempre bom conhecer novos autores nacionais. Sucesso pra ele.
Vou tentar a sorte na promoção também.

Beijos

Responder

Kéziah Raiol - 12, fevereiro 2013 às (02:58)

Eu fico extremamente encantada com essas capas *-*
babando aqui.
Fiquei bem feliz em saber da promo, torcendo por mim rs’

Beijocas, flor.

Responder

Taty - 12, fevereiro 2013 às (20:38)

Bem eu não entendi direito do que se trata a serie acho que estou lerda hoje rsrs, desejo sucesso ao autor e estou participando da promoção

bjos

Responder

Kelry Caroline - 13, fevereiro 2013 às (21:46)

não conheçia o autor, mas gostei muito do seu trabalho. Abraços e Beijos.

Responder

Johnes - 13, fevereiro 2013 às (22:31)

Olá :))
Não conhecia o autor, mas gostei da entrevista!
Só algumas capas achei meio estranhas demais, haha

Ótimo post!
Beijos.

Responder

✿Nessa✿ - 19, fevereiro 2013 às (13:06)

Oi Mi*
Adoreii a entrevista e conhecer um pouco mais do autor.
Estou com este último livro aqui para ler, logo lerei.
Eu adoro as capas dos livros deles.
Achei lindo ver o amor com que o autor falou de seus livros e de suas ideias.

Bjinhs*

Responder

Fe Fernanda - 29, janeiro 2016 às (14:37)

Otimas perguntas otimas respostas

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