[Resenha] Laços Inseparáveis - Emily Giffin | Minha Vida Literária
04

jun
2013

[Resenha] Laços Inseparáveis – Emily Giffin

Título: Laços Inseparáveis
Autor: Emily Giffin
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 448
Ano de Publicação: 2012
Skoob: Adicione
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Marian Caldwell é uma produtora de televisão de 36 anos, vivendo seu sonho em Nova York. Com uma carreira bem-sucedida e um relacionamento satisfatório, ela convenceu todo mundo, inclusive si mesma, que sua vida está do jeito que ela deseja. Mas uma noite, Marian atende a porta… para apenas encontrar Kirby Rose, uma garota de 18 anos com a chave para o passado que Marian pensou ter deixado para trás para sempre. Desde o momento que Kirby aparece na sua porta, o mundo perfeitamente construído de Marian — e sua verdadeira identidade — será chacoalhado até o fim, fazendo ressurgir fantasmas e memórias de um caso de amor apaixonado que ameaça tudo para definir quem ela realmente é. Para a precoce e determinada Kirby, o encontro vai provocar um processo de descobrimento que a leva ao começo da vida adulta, forçando-a a reavaliar sua família e seu futuro com uma visão sábia e doce. Enquanto as duas mulheres embarcam em uma jornada para encontrar o que está faltando em suas vidas, cada uma irá reconhecer que o lugar no qual pertencemos normalmente é onde menos esperamos — um lugar que talvez forçamos a esquecer, mas que o coração se lembra eternamente.

Laços Inseparáveis era o único dos romances de Emily Giffin lançados no Brasil, até então, que eu ainda não havia lido. Considerando meu histórico com suas obras anteriores – todas figurando na lista de meus livros favoritos -, tinha grandes expectativas quanto a essa. Ainda que ela tenha ficado um patamar abaixo das demais em meu conceito, passou longe de me decepcionar ou me desagradar.
Não sei ao certo qual a mágica exercida pela autora, mas Giffin sempre consegue me prender nos primeiros parágrafos. Em Laços Inseparáveis, a narrativa se dá sempre em primeira pessoa intercalando os capítulos na visão de Marian, a produtora de TV de sucesso, e de Kirby, a garota de 18 anos em uma busca sobre suas origens.
Algo que me encanta nos livros da autora, de um modo geral, é a maneira de como ela consegue discorrer sobre assuntos inquietantes sem, entretanto, colocar seus personagens em uma posição de julgamento, já que permite ao leitor acessar seus sentimentos e os compreender. Aqui, contudo, senti uma dificuldade maior em me conectar com Marian. Não que eu tenha a julgado ou desgostado dela, apenas achei difícil compreendê-la pelo fato de que a própria personagem esconde seus sentimentos de si mesma. Ela cria um bloqueio tão grande a fim de se manter no controle daquilo que julga perfeito que foi difícil para mim enxergar seus sentimentos. Com Kirby, por outro lado, a conexão foi mais fácil.
Talvez tenha sido essa conexão mais frágil com a personagem que não me permitiu gostar tanto da história quanto dos demais livros da autora. Ainda assim, me emocionei em diversas passagens porque a temática familiar, aqui, é o centro do enredo. O fato de conhecer minhas origens nunca me fez pensar no peso e na importância que isso tem em minha vida e, ao me colocar na pele de Kirby, pude compreender isso melhor.
A história, como um todo, se desenvolve de maneira bastante linear, são as emoções das personagens que fazem dos acontecimentos grandes ou não. Assim, enquanto Marian ainda está bloqueando seus próprios sentimentos, achei que a história transcorreu de forma menos impactante, ainda que eu tenha apreciado a leitura. A partir da segunda metade do enredo, porém, o ritmo adquirido para a leitura foi maior e a carga emocional também aumentou, mesmo que suavemente. Laços Inseparáveis apresenta cenas tocantes, embora não arrebatadoras.
Devo dizer que a revisão do livro me desagradou um pouco. Foram inúmeros os momentos em que li passagens como “ver ela” ao invés de “vê-la”, ainda que eu não tenha notado erros de outra espécie. De qualquer maneira, fica o aviso.
Aos que buscam por uma bonita história contada por meio de uma narrativa gostosa de ser acompanhada e capaz de incitar reflexões, mesmo que mínimas, Laços Inseparáveis é completamente recomendável, assim como as demais obras de Giffin.
Esse livro foi lido para o Desafio Realmente Desafiante de 2013 #13: Ler um livro com a capa entre bege e marrom.




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32 Respostas para "[Resenha] Laços Inseparáveis – Emily Giffin"

Folhas de Sonhos artesanatos - 04, junho 2013 às (14:15)

Nunca li um livro da autora. Pelo que entendi, esse não foi o melhor que você já leu dela, qual vc sugere? Mesmo assim, que bok que gostou da leitura 🙂

Luciana
Folhas de Sonhos artesanatos

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Tiago Vieira - 04, junho 2013 às (14:17)

Olá!
Achei a sinopse do livro bem interessante. Após a leitura da sua resenha fiquei com vontade de ler esse livro, pois gosto de histórias assim,que passam uma mensagem e que emocionam – embora eu não despreze um livro de ficção cientifica ou mitologia grega.
Nunca li nenhum livro da Emily Giffin, mas espero ter a oportunidade de lê-lo um dia.
Parabéns pelo blog e pela resenha!
Uma ótima semana 🙂

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✿Nessa✿ - 04, junho 2013 às (14:22)

Oi Mi*
Vc sempre me anima a ler os livros desta autora.
Eu particularmente, não me chama muita atenção as temáticas dos livros, mas vendo vc falar tão bem, fico curiosa!
Até agora só li um livro dela e tenho os outros na estante me esperando.
Beijinhos*

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Fabi Liberati - 04, junho 2013 às (14:24)

Oi Miii, eu sempre tive vontade de ler esse livro, mas ficava sempre com o pé atras. Nunca li nada da autora, e tenho um pouco de medo desse livros mais paradão. Parece que você não se animou muito com a leitura, é uma pena pois parecia ser um livro sensacional.
Está na minha lista, mas não pra agora. Realmente esses errinhos são muito chatos =S
Beijos Flor

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Lili - 04, junho 2013 às (14:45)

Eu tenho e quero ler assim, quero adentrar mais no mundo dela. Confesso que Questões do coração me encantou embora eu tenha uma visão diferente da autora. Isso me deixou irritada e desgostosa com a leitura, com raiva.
Acho esse ponto bom, mas é complicado. Tinha que parar e respirar, deixar de lado. Espero passar por apertos, mas não tão frequentemente com os demais.

Essa temática de busca das origens acho que não irá me esfaquear tanto, mas me arrancará lágrimas.

Beijos,
liliescreve.blogspot.com

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Angela Graziela - 04, junho 2013 às (17:45)

Uma livro maravilhoso, faz muito tempo que o tinha na estante, mas pelo tamanho grande, deixei no canto, mas vi o quanto estava perdendo. Pois o livro é tão bom que mal se vê as paginas passarem.

Beijos
@pocketlibro
http://pocketlibro.blogspot.com.br

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Carol - 04, junho 2013 às (17:49)

Das sinopses dos livros dessa autora, essa é a que mais gosto. Mas já vou dizendo, nunca li nenhum.
Poxa, você já leu todos????? Acho que nunca fiz a façanha de ler todos os livros de um autor que tenham vários títulos lançados. Mas acredito que chego perto disso com os livros de Zafón – A quem adoro!!!!
Sua resenha está impecável!

bjus
terradecarol.blogspot.com

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Van Castro - 04, junho 2013 às (18:20)

Poxa, erros de português num livro desse nível, que chato hein. Mas isso com certeza não vai deixar o livro pior!
Adorei os livros que li dessa autora, ainda vou ler esse também 😀

Beijos

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Danielle Casquet - 04, junho 2013 às (18:21)

Eu li o primeiro capitulo desse livro em um encarte que veio na laselva e gostei muito, sua resenha deixa mais vontade de ler!!! Seguindo
bjs Dani Casquet
livrosajaneladaimaginacao.blogspot.com

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Lucas Goulart Duarte - 04, junho 2013 às (21:38)

Gostei da resenha :)Nunca tinha ouvido falar dessa autora e nem do livro, mas fiquei muito interessado. Só que provavelmente não lerei, pois n sou muito a fim de livros muito românticos :

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cristiane - 04, junho 2013 às (23:13)

Vamos ver ela e ser feliz xD
Olha, eu ainda acho que o livro é bom. Gosto dos livros da autora e essa história me chamou atenção como todos dela. Acho que vou gostar quando ler. Mas os erros são tensos! Odeio quando vejo…fica aquela coisa desagradável de ver :S

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Pamela Liu - 05, junho 2013 às (01:18)

Nunca li nada da autora, mas já diversas resenhas positivas sobre seus livros.
Gostei bastante da sinopse, mas acho que vou começar lendo outros títulos da autora, já que parece ser difícil, a primeiro momento, sentir empatia pela personagem, o que dificulta um pouco a leitura. Que pena os erros de revisão, isso com certeza me incomodaria.

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Julia G - 05, junho 2013 às (11:59)

Oi Mi, eu ainda não li nada da autora, mas juro que quando comprar novos livros – coisa que não tenho feito este ano, pretendo colocar os dela na lista. Sempre leio comentários tão positivos sobre as obras de Giffin que, ainda que este livro não seja tão bom quanto os outros, morro de curiosidade de ler. Quem sabe também me torne uma fã? rsrs

Beijos

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Aline Rodrigues - 05, junho 2013 às (12:25)

Oi Aione!
Puxa eu realmente preciso dar uma chance aos livros da Emily Giffin… um tempo atrás eu li “Ame o que é seu” e me decepcionei tanto que os outros livros da autora, que eu tenho, estão a tempos esperando para serem lidos. Eu tento ler mas ta difícil =/
Bjinhus

Relíquias
http://www.reliquiasaline.blogspot.com.br/

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Ana Luisa - 05, junho 2013 às (18:20)

Não gosto muito dessa autora, sei lá, acho as estórias um tanto quanto maçantes, parece que a narrativa nunca vai para a frente. Agora, erros de português é complicado. :s

Abraços
Ana Luisa

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Irinia Zachello - 05, junho 2013 às (22:00)

Deve ser uma narrativa leve, que nos carrega durante todo o enredo, mesmo que não seja ” impactante “, tem leituras que nos dão emoção co coisas simples…

Já vi esse livro… Me desperta alguma curiosidade, com certeza vou querer comprá-lo quando puder comprar livros… rs

Beijos

Livros… Quero ler sempre

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Luna Hybla - 05, junho 2013 às (23:36)

Oi Mi!
Da autora li tb Questões do coração e Presentes da vida.
Gosto da escrita de Emily Giffin, como vc diz: é mágica. Os capítulos que se alternam, prende a atenção do início ao fim e a evolução linear da trama apesar de não ser arrebatadora, rende momentos de emoção e reflexões que fazem a diferença.
Adorei sua resenha.
bjs

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Thaynara ribeiro - 06, junho 2013 às (12:31)

Nunca li nada da Emily mas tenho muita curiosidade!!!
Gostei muito da resenha e gostei muito do livro!!
Espero ler logo, parece ser uma linda história!

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Geovanna Ferreira - 06, junho 2013 às (16:22)

Hum, essa autora não me chama muito atenção. E a NC parece que lança sempre o mesmo estilinho de livro, até a capa parece! Sei não, gosto de coisas mais sofridas, mais intensa, romances bem açucarados ou chick lits beeeem engraçados!

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Vânia Gama - 06, junho 2013 às (18:57)

Já li 2 livros dessa autora: Presentes da Vida e questões do coração… Questões do coração eu até gostei, mas o outro relatava muito o tema sexual, e não é uma coisa que me chama a atenção em um livro! então acabei desistindo do livro e da autora!
infelizmente, pois ela escreve muito bem e os livros dela são sempre bem recomendados!

beijos

Livro de Capa Dura

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Gladys Sena - 07, junho 2013 às (01:16)

Li várias resenhas bem positivas dessa trama e pretendo lê-lo em breve.
Gosto de ler dramas familiares e esse parece bem interessante.

Responder

Naty - 07, junho 2013 às (02:29)

Eu gosto muito da autora. Tenho esse livro na minha estante, mas não tive tempo de ler, já tinha até esquecido que ele estava na minha estante.
Sua resenha me relembrou a vontade que tinha de lê-lo, vou encaixar esse livro nas minhas próximas leituras.

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Manu Hitz - 07, junho 2013 às (18:33)

Algumas resenhas que li já me contaram o principal da história de Marian e Kirby.
Fico encantada quando uma autora tem essa habilidade que você apontou muito bem: a de expor as personagens de maneira tão humanizada que entendemos seus lados sombrios e não fazemos julgamento.
Tenho o livro aqui e já foi pra frente da fila (interminável) de próximas leituras…

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Aline Gonçalves - 08, junho 2013 às (01:39)

Acho que não tem uma autora trate tanto de emoções femininas como a Emily Giffin. Esse é o único dela que ainda não li, mas comprei na última promoção do Submarino.

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Planet Pink - 08, junho 2013 às (13:08)

O único que li da autora até agora foi Presentes da Vida e apesar da personagem ter me irritado um bocado, a escrita da autora me prendeu. E esse livro parece muito emocionante, quero lê-lo demais!
beijo

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Fran Alves - 09, junho 2013 às (18:02)

Oie… Ainda não li esse livro da autora, não sei porque, não gostei da sinopse. Mas depois de ler a resenha resolvi dar uma chance ao livro, afinal não me decepcionei com nenhum livro dela.

Realmente tem uns erros de revisão que irritam muito… é engraçado que não como passa pelo revisor assim né…

bjuss

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○•Marcelinho•○ - 13, junho 2013 às (01:58)

Eu não curto muito o gênero… mas você falou tão bem da Escritora que estou até pensando e ler algo dela, mesmo você não gostando tanto deste… é bom que não seja mentira… rum
bjs Aione!

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Sarah - 24, junho 2013 às (17:46)

A forma que falou da autora me deixou bastante curiosa,quero ler logo algum livro dela e acho que vou logo começando com este já que fiquei com vontade de ver se tenho a mesma opnião que você tem do livro!

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Naty - 30, junho 2013 às (18:18)

Ainsa não li nada da autora, mas não por falta de vontade e sim de oportunidade. Todos favoritados? Nossa, preciso ler Giffin urgentemente! bjs

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Rubia Cunha - 16, agosto 2013 às (23:11)

Estou lendo AME O QUE É SEU, e fiquei chocada com os erros de portugues, numa traduçao de best seller com 5 milhões de cópias
Vejam só: ela coloca artigo antes dos nomes das pessoas toda hora
a Margot estava em casa…o Andy falou pra o Web…Deus do Céu!
Outra coisa, a tradutora usa “ao invés” no lugar de “em vez de…”que significam duas coisas diferentes, fora outros erros

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Julia - 04, março 2015 às (22:13)

Comecei a ler “Ame o que é seu”, dessa autora e acabei de me deparar com um “eu TI amo” o.O
Corri pro Google pra ver se mais alguém tinha achado erros assim e achei o blog.
Sem condições! Erro de português não dá. 🙁

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Robertha Bello - 30, agosto 2015 às (20:05)

Eu No começo do livro não gostei muito , ele foi me prender só quando a kirby encontrou a marian
O conrad é Muito legal gente , ainda mas seus gostos musicais .
Não gostei muito do final , pra mim ficou meio confuso sobre o rumo dos personagens .

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