[Resenha] O Condado de Citrus - Pântanos, Paixões e Picadas de Mosquito - John Brandon | Minha Vida Literária
26

set
2014

[Resenha] O Condado de Citrus – Pântanos, Paixões e Picadas de Mosquito – John Brandon

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Título: O Condado de Citrus – Pântanos, Paixões e Picadas de Mosquito
Autor: John Brandon
Editora: Galera Record
Número de Páginas: 288
Ano de Publicação: 2014
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A Flórida do condado de Citrus não se parece em nada com aquelas imagens de televisão, com um clima convidativo, coqueiros e surfistas. Shelby Register, de quatorze anos, se muda para a cidade com cheiro de pântano com seu pai e irmã após a morte da mãe. Talvez a única coisa que a interesse seja o tal Toby McNurse, um delinquente sem cura que cumpre suas dezenas de detenções acumuladas. Já Toby não vê sentido na vida, nas paixões dos adultos, nas diversões dos amigos. Só sabe, em seu âmago, que está em seu destino fazer o mal. E ao observar as angelicais irmãs Register, sabe que o chamado de sua alma está prestes a ser atendido. • “Um escritor para ficar de olho, reler e invejar.” – Tom Franklin • “Brandon escreve sobre cansaço, saudade e por fim amor com energia e espirituosidade que são triunfantes e inteiramente suas.” – Deb Olin Unferth • “John Brandon é um franco-atirador da prosa – metade Denis Johnson, metade Elmore Leonard.” – Davy Rothbart

Esse é o tipo de livro que não dá para arriscar palpites a respeito da trama apenas lendo a sinopse. Por mais que pareça abordar conflitos juvenis, traça um enredo incomum e por vezes confuso, uma confusão que se mistura com o próprio modo de ser e de agir de grande parte dos personagens.
A história se passa no Condado de Citrus e gira em torno de um garoto chamado Toby, com o perfil de garoto rebelde, acostumado a quebrar regras e ir dezenas de vezes para as detenções escolares. Mais do que isso, é um jovem amargurado, rancoroso e sem objetivos concretos de vida. Seus pensamentos são os mais frustrantes, destrutivos e no mínimo, estranhos. Além dele, Shelby também é uma das personagens centrais, uma menina de 14 anos que acabou de se mudar com o pai e a irmã mais nova e está tendo que se adaptar ao novo ambiente. Shelby é uma garota estudiosa, certinha e responsável, o oposto de Tob e o encontro dos dois não é um dos mais comuns.
O livro é dividido em três partes e a narrativa é em terceira pessoa. A linguagem do autor é bastante direta e de fácil compreensão. No entanto, torna-se um pouco cansativa pela proposta de enredo apresentada. O autor se propôs a escrever para um público juvenil, porém, a meu ver, algumas questões deixaram a desejar nesse aspecto.
Muitas vezes as situações apresentadas não se adéquam a faixa etária, como o fato de depositar nos personagens adolescentes fardos muito pesados para suas vidas que estão só começando. Talvez o objetivo do autor fosse de tentar transmitir alguma mensagem positiva em torno desse aspecto, mas não achei que a história conseguiu atingir seu ápice em nenhum momento, fiquei esperando a cada página uma reviravolta na história para tentar me afeiçoar a ela e aos personagens e tentar tirar algo de positivo dela, mas infelizmente para mim não foi possível.
Os personagens não conseguiram me cativar e o livro como um todo me deixou um pouco tensa e decepcionada, principalmente porque ele levanta algumas questões referentes às relações e conflitos humanos, no entanto, deixa as resoluções soltas e superficiais. O que parecia ser de suma importância no inicio da narrativa, torna-se segundo plano e, por fim, não convence muito o leitor de qual era exatamente a proposta do autor com a história. É um livro diferente, que foca na questão do comportamento humano, mas não se aprofunda e, ao mesmo tempo , inquieta e incomoda. Cabe a cada leitor decidir dar uma chance à leitura ou não.




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9 Respostas para "[Resenha] O Condado de Citrus – Pântanos, Paixões e Picadas de Mosquito – John Brandon"

Bianca Martins - 26, setembro 2014 às (11:43)

Achei essa capa mto linda!
Uma pena saber q o autor n soube se aprofundar naquilo q ele msmo qria q fosse o foco do livro.
Eu acho mtooo chato qnd pego um livro que os personagens são jovens e o autor joga todo o peso e responsabilidades do mundo em suas costas…fica mto forçado…sei lá…
Gostei da capa mas n me interessei pelo enredo.

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Edilza - 26, setembro 2014 às (11:52)

Pelo fato da história ser muito confusa e não apresentar qual o verdadeiro rumo da trama não quero ler.
Mas essa capa é lindíssima!
Boa resenha! Abraços Clivia!

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Biazynhah - 26, setembro 2014 às (16:47)

O livro não me atraiu em nada, nem na capa, nem no título e muito menos na sinopse. Depois que li a resenha o interesse só fez diminuir ainda mais.

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Neny - 27, setembro 2014 às (13:52)

Uma pena quando pegamos um livro para ler e ele acaba nos decepcionando,
mas nem todos conseguem nos agradar rs,
um livro que fala da vida..mas que deixa coisas faltando, não acho que eu va ler, não conseguiu chamar minha atenção, e a capa achei linda, mas não nos remete ao assunto tratado..
beijos.

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Michele Lopez - 27, setembro 2014 às (18:55)

Oie…
Gostei da capa e a sinopse me deixou meio curiosa.
Lendo a resenha fiquei confusa se quero ler ou não rsrs
Não gosto de livros que apresentam resoluções soltas das questões levantadas, isso me irrita bastante na leitura.

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Rudynalva - 28, setembro 2014 às (18:21)

Clivia!
Livros que abordam as relações e o comportamento humano sempre me agradam, mas quando tem um propósito bem definido e quando atingem os objetivos propostas.
Um livro para o público infanto juvenil deve sempre ser mais descontraído, não com uma carga emocional pesada… não entendi bem a real premissa do autor.
Valeu a análise.
cheirinhos
Rudy

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Amanda Arrais - 29, setembro 2014 às (00:33)

Já não tinha me simpatizado com ele e agora então..
essas historia sem rumo.. não são pra mim não..
não li mas pela sua resenha parece que o autor
tentou tanto que acabou não conseguindo passar oque queria..

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Kris Oliveira - 30, setembro 2014 às (20:41)

Eu não conhecia o livro e nem nunca havia ouvido falar.
E Agora depois de ler a resenha acho que se cruzo com ele numa prateleira,
Atravesso pro outro lado de aversão. Hauhauha
Definitivamente não faria essa leitura, credo!

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Ingrid Moitinho - 30, setembro 2014 às (22:29)

Não me interessei por esse livro, ainda mais depois de ler sua resenha e saber que se decepcionou, não gosto de livros sem resoluções, a gente espera por elas e nunca chega! é frustante.

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