[Resenha] As Cores do Entardecer - Julie Kibler | Minha Vida Literária
22

maio
2015

[Resenha] As Cores do Entardecer – Julie Kibler

CORESDOENTARDECER CAPA

Título: As Cores do Entardecer
Autor: Julie Kibler
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 352
Ano de Publicação: 2015
Skoob: Adicione
Orelha de Livro: Adicione
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A sonhadora Isabelle e o determinado Robert desejavam, com todas as suas forças, se entregar à paixão que os unia. Mas uma jovem branca e um rapaz negro não poderiam cometer tamanha ousadia em plena década de 30, em uma das regiões mais intolerantes dos Estados Unidos, sem pagar um preço muito alto. Diante dos ouvidos atentos da cabeleireira Dorrie, a história do amor trágico e proibido se desdobra, enquanto mudanças profundas se instalam em sua própria vida. Com personagens humanos e, por isso mesmo, memoráveis, As Cores do Entardecer mostra que as relações afetivas muitas vezes são mais profundas que os laços de sangue. A cada etapa da viagem de Isabelle e Dorrie, as lições sobre otimismo e fé se multiplicam.

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À primeira vista, o livro As Cores de Entardecer me pareceu compor uma gama de características interessantes para um bom romance, como, por exemplo, o fato de se tratar de um amor proibido em uma época repleta de embates sociais. E de fato, o livro traz tudo isso e muito mais, apresentando-se como um drama dos mais envolventes e emocionantes.

O livro começa sem pretensão alguma, apenas contando a rotina de uma senhora, Miss Isabelle e sua cabeleireira, Dorrie. Com uma narrativa em primeira pessoa, as duas personagens tem vez para contar suas histórias, uma narra um capítulo e a outra narra o seguinte, o que nos deixa ainda mais próximos de ambas.

Com o decorrer dos anos, as duas mulheres criaram um laço de amizade e passaram a ser mais do que cabeleireira e cliente. E essa amizade será ainda mais perceptível ao leitor no momento em que Isabelle propõe a Dorrie que ela a acompanhe a um funeral fora da cidade, porém, ela não revela de quem é o funeral e não dá nenhuma outra explicação sobre o mesmo.

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As duas embarcam numa viagem que também as levam ao passado, um passado repleto de angústias, dificuldades e mágoas. Isabelle revela para a amiga que, nos anos 30, se envolveu com um rapaz, Robert, e manteve uma envolvente e arrebatadora história de amor. Tudo teria sido perfeito, mas, por ser negro e filho da governanta da sua família, eles enfrentaram muitos desafios. Nessa época, na região onde moravam, era proibido por lei o casamento entre brancos e negros. Havia regras que os negros eram obrigados a seguir, e sequer podiam frequentar determinados lugares que os brancos frequentavam. Infelizmente, o preconceito ditava as regras naquele lugar.

A partir daí a narrativa é dividida em duas partes, composta pelos dias atuais e o passado de Isabelle. Essa ida ao passado e toda narração em torno dela foi o que mais me agradou na trama, pois pude de fato compreender os mistérios por trás da vida daquela senhora, que, na primeira impressão me pareceu tão ferida pela vida. Aos 17 anos, ela viveu o mais lindo e arrebatador romance da sua vida e teve muita garra e ousadia para encarar os mais diversos conflitos.

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O livro tem uma linguagem muito simples e acessível, por isso é muito fácil do leitor se envolver rapidamente. Fui cativada pela história de Isabelle, que também me cobriu de revolta e agonia, pois, ao mesmo tempo em que viveu um grande amor, ela passou também por uma grande tragédia, que nos parte o coração durante a leitura.

Um drama que nos faz pensar em inúmeros aspectos da vida, mas que, sobretudo, mostra a força e a coragem da figura feminina e o poder de superação que o ser humano tem, sem falar no aspecto racial e a discussão sobre o preconceito, que certamente não ficou apenas no passado; mesmo que com menor intensidade, é algo que, infelizmente, ainda é alimentado nos dias atuais e precisa ser combatido. E claro, não poderia deixar de citar o quanto a amizade foi peça fundamental nesse enredo, que nos mostra de modo muito singelo o quanto uma mão amiga pode fazer toda a diferença em nossa vida.





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15 Respostas para "[Resenha] As Cores do Entardecer – Julie Kibler"

Larissa Oliveira - 22, maio 2015 às (11:46)

Esse é aquele tipo de livro que não tem como o leitor não se emocionar, né?! A história parece belíssima e por mais que tenha se passado em uma época distante, é algo que, infelizmente, ainda vivenciamos. Gostei muito da proposta do autor e fiquei bastante curiosa para conhecer essa história.

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Rosana - 22, maio 2015 às (14:31)

O livro tem jeito de ser bem delicado e singelo né? Daqueles tipo que é impossível não se envolver com a história e os personagens. O tempo pode até passar, mas as pessoas parecem que nçao mudam nunca.

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Nat - 22, maio 2015 às (14:38)

Oi Clivia!
Eu li mês passado …sem pretensão nenhuma. Estava em promoção no Kobo e comprei. E foi uma grata surpresa! Uma personagem muito corajosa, um narrativa gostosa, um tema interessante…componentes p uma boa história. Fiquei muitas vezes indignada tb…e impressionada. Tipo..um negro não podia andar na mesma linha que um branco? Sempre um passo atras? Não podia usar as mesmas louças que os brancos? Pareceu-me surreal. E a narração de Dorrie prova que as coisas mudaram..mas não taaaanto assim…
Uma ótima leitura,
bjao

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Edilza - 22, maio 2015 às (18:37)

Oi, Clívia!
Que ótimo saber que o livro é envolvente e tem uma linguagem fácil, pois estou em interessada nele. Um romance entre uma mulher branca e um homem negro numa época em que isso era proibido deve render uma boa história!
Amei a resenha! Abraços!!

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Aciclea Vieira - 22, maio 2015 às (21:02)

Esse livro me parece ser inteiramente cativante,não só por nos mostrar uma história de amor ,mas por mostrar a luta e a intensidade real de um verdadeiro sentimento diante de tantos preconceitos indignos que infelizmente ainda vemos em nossos dias atuais.Com certeza será uma das minhas próxima leitura.Bjs!!!

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Aciclea Vieira - 22, maio 2015 às (21:04)

#correção:próximas leituras# Bjs!!!

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Thays Suenaga - 24, maio 2015 às (09:07)

Sabia que esse livro prometia, só poderia ser bom.
Livros que abordam o preconceito, nos sensibilizam muito, já que não conseguimos compreender tamanha ignorância…

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Diane Ramos - 24, maio 2015 às (16:48)

Olá !
Adorei a resenha .
Me interessei bastante em ler esse livro . Aliás a capa está maravilhosa , não tá ?

http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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Cristiane Oliveira - 25, maio 2015 às (11:16)

Oi Clivia. Fiquei muito interessada em ler este livro desde o lançamento. Gosto de histórias que se passam em outras épocas, e ele parece realmente te uma história emocionante.
Beijos

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rudynalva - 26, maio 2015 às (14:27)

Clívia!
É um drama profundo e ainda fala do preconceito e naquela época era ainda mais evidente e forte.
Lindo enfrentar toda a família e sociedade para viver um grande amor.
Estou com o livro aqui para leitura e se´ra em breve.
Amei sua análise.
Cheirinhos
Rudy
http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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Lary C - 28, maio 2015 às (13:20)

Oi, Clivia.
Quem dera o preconceito racial fosse algo apenas visto em livros que falassem sobre o passado. Fiquei com vontade de ler e curiosa para saber que tragédia aconteceu. Parece ser um romance fortíssimo.
Abraço!

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Patrini Viero - 28, maio 2015 às (23:54)

Confesso que, de início, eu não havia procurado mais coisas sobre o livro, porque apesar da capa ser linda, eu esperava o mesmo clichê de sempre. Porém, depois da tua resenha, vi que o livro é muito mais do que uma história de superação, e tive que voltar atrás na minha primeira impressão. Agora sinto muita vontade de entender um pouco mais dessa trama, apesar de saber que ela vai me revoltar e magoar ao mesmo tempo que encantar.

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Becca Martins - 29, maio 2015 às (13:05)

Oi Clivia
A história parece ser muito boa, porém, eu detestei a capa, sério ( Não me mate por julgar o livro pela capa). Mas estou um pouco receosa de lê-lo, pelo menos por agora.

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Bia Felix - 31, maio 2015 às (13:33)

Oi Clivia!
Nossa, eu nunca tinha ouvido falar dessa obra, mas obrigada por torná-la conhecida. Depois de ler tanto a sinopse quando a resenha não tive dúvidas de que esse livro deve ser completamente envolvente e muito tocante. Por outro lado, o fato de você ter comentado sobre a idas das duas a um funeral me dá uma ideia de que este livro possa ser um tantinho previsível. Mas, ainda sim fiquei curiosa.
Bjos.

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Brenda Amorim - 31, maio 2015 às (15:22)

Achei a história interessante, mas no o suficiente para ser uma história que me prenderia, então no momento não irei colocar na minha lista de desejados, mesmo assim obrigado pela dica

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