[Resenha] Matando borboletas - M. Anjelais | Minha Vida Literária
27

maio
2015

[Resenha] Matando borboletas – M. Anjelais

Matando borboletas

Título: Matando borboletas
Autor: M. Anjelais
Editora: Verus
Número de Páginas: 224
Ano de Publicação: 2015
Skoob: Adicione
Orelha de Livro: Adicione
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O primeiro amor, a inocência perdida, e a beleza que pode ser encontrada até nas circunstâncias mais perversas. Sphinx e Cadence — prometidos um ao outro na infância e envolvidos na adolescência. Sphinx é meiga, compassiva, comum. Cadence é brilhante, carismático — e doente. Na infância, ele deixou uma cicatriz nela com uma faca. Agora, conforme a doença de Cadence progride, ele se torna cada vez mais difícil. Ninguém sabe ainda, mas Cadence é incapaz de ter sentimentos. Sphinx quer continuar leal a ele, mas teme por sua vida. O relacionamento entre os dois vai passar por muitas reviravoltas, até chegar ao aterrorizante clímax que pode envolver o sacrifício supremo.

Matando borboletas 3

Foi a temática de Matando borboletas, aliada a sua belíssima capa, que me chamou a atenção para a leitura. O livro me pareceu ser intenso, permeado por um drama, no mínimo, interessante.

Tais características supostas por mim foram facilmente identificadas na escrita de M. Anjelais, sua jovem autora. Em primeira pessoa, temos a visão de Sphinx, adolescente de 16 anos cuja vida é marcada por um plano feito entre sua mãe e a melhor amiga dela ainda quando crianças, e pela presença do brilhante e perturbado Cadence. Sphinx traz ao leitor acontecimentos de sua infância e adolescência, extremamente influentes em sua vida, ao mesmo tempo em que se aprofunda em todos os conflituosos sentimentos que a tomam.

 

“Todo mundo adorava os olhos de Cadence, as pessoas sempre diziam como eles eram lindos, como eram diferentes. Como eram completamente fora do comum. Às vezes, pensei, ser comum é melhor. Foi a primeira vez na vida que eu percebi que algo pode ser tão incomum a ponto de estar quebrado, tão extraordinário que significa que há algo errado ali.

página 20

 

Foi interessante observar como a autora faz uso de imagens fortemente visuais para criar suas metáforas, de forma a tornar a obra mais sensível. O livro, ao mesmo tempo em que é dotado de um ar artístico, também se utiliza dessa aura para transmitir suas impressões e pistas; analisando as metáforas dadas pela autora, é possível compreender melhor as personagens e o rumo tomado pela trama. Ainda, é nítida a presença de sua linguagem poética, considerando-se as tantas figuras de linguagem que aparecem na narrativa.

Matando borboletas 2

 

Também, foram seus personagens os principais fatores para o desenvolvimento do enredo. Enquanto Cadence cativa por sua luz e perversidade, Sphinx traz suas emoções conflitantes. A história, principalmente, fala da descoberta de Sphinx sobre si mesma, do estabelecimento e da afirmação de sua própria identidade.

 

“Sim, a mão dele era quente, um sinal de vida, mas eu conhecia o gelo em seus olhos.”

página 72

 

Embora dotado de diversas características notáveis, Matando borboletas, infelizmente, não conseguiu me tocar como imaginei. Fui capaz de me envolver com a leitura, de apreciar suas características, mas não fiz uma leitura emocional como, provavelmente, seria o ideal. Foi como se houvesse uma barreira entre meus sentimentos e os da personagem e, mesmo que eu fosse capaz de compreender os dela, não os senti em mim.

Ao mesmo tempo em que não vejo uma explicação para esse distanciamento, sei também que ele afetou minha experiência com a leitura: considero os melhores livros aqueles capazes de mexer com minhas emoções. Dessa maneira, por mais que Matando borboletas tenha configurado como uma leitura interessante, não foi capaz de deixar sua marca em mim, de forma a fazer dela inesquecível.

Matando borboletas 1

 





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11 Respostas para "[Resenha] Matando borboletas – M. Anjelais"

Diane Ramos - 27, maio 2015 às (16:26)

Desde quando lançaram esse livro , estou desejando o .Ainda não o comprei , mas , pretendo fazer isso em breve .
Sua capa é realmente maravilhosa !

http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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Aciclea Vieira - 28, maio 2015 às (06:37)

Aione,esse livro a primeira vista me atrai por sua premissa e porque não dizer pela bela capa que nos transmite diversas sensações,porém ao ler sua resenha algo me deixou receosa de iniciar a leitura dessa obra,pois gosto de histórias que me envolvam e emocionem.Apesar ,que me restou uma curiosidade ,pois gosto de metáforas e linguagem poética.Bjs!!!

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Edilza - 28, maio 2015 às (17:47)

Puxa, Mi, que pena o livro não ter sido tão emocionante, mas fiquei com muita vontade de ler por causa da escrita da autora, poética e com muitas figuras de linguagem. Amo!!
Ótima resenha! Abraço!!

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Patrini Viero - 28, maio 2015 às (23:29)

A capa desse livro é maravilhosa, e eu fiquei muito empolgada com o tema forte e tenso que envolve a narrativa. Porém, acho que o distanciamento que tu sentiu também seria sentido por mim, talvez eu não conseguisse imaginar os sentimentos da protagonista na minha própria vida, e isso influenciaria na minha leitura bem como determinou as tuas impressões.

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Becca Martins - 29, maio 2015 às (12:21)

Aione que capa mais linda! Eu nunca tinha ouvido falar deste livro pelo fato de ser tão pouca divulgação que a editora faz. Mas parece ser muito bom.

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Larissa Oliveira - 29, maio 2015 às (18:59)

Oi, Aione! Não conhecia o livro. A capa, realmente, é linda! No entanto, a história não me chamou atenção. Mas, fiquei curiosa para conhecer a escrita da autora. Gosto de linguagens poéticas e metáforas.

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rudynalva - 31, maio 2015 às (00:02)

Aione!
Apesar de ser um romance inocente, não entendi bem a verdadeira história do livro.
O que posso dizer é que a capa é linda, adoro borboletas e nesse formato como se fose um teste de Rorschach, chama muito a atenção.
“Os homens não desejam aquilo que fazem, mas os objetivos que os levam a fazer aquilo que fazem.”(Platão)
Cheirinhos
Rudy
http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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Lary C - 31, maio 2015 às (13:20)

Ui, ui, ui, tenho fobia a borboletas. Mesmo assim, eu achei a capa linda. Eu tinha visto imagens do livro, mas não sabia que era sick-lit. Não fiquei com muita vontade de ler…
Abraço!

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Rosana - 31, maio 2015 às (13:58)

Realmente, a capa e a sinopse deixam qualquer um com vontade de ler, uma pena o livro não ter emocionando tanto. Também gosto dos livros que mais mexem comigo e que emocionam mais, se não acontece isso não consigo ter um bom pensamento a respeito. Apesar disso acho que darei uma chance para a leitura quando tiver oportunidade

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Brenda Amorim - 31, maio 2015 às (15:06)

Adorei essa capa, e mesmo a resenha tendo ficado otima não sei se esse seriaum livro que eu gostaria, então não sairei a procura deles, mas se acontecer de eu ganhar iriei ler. Obrigado pela dica

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Bia Felix - 31, maio 2015 às (22:59)

Oi Mi!
Confesso que a sinopse não me chamou a atenção, não fez dele o tipo de livro que eu pegaria para ler se tivesse outras opções. Mas, por outro lado, mesmo em sua resenha você ter revelado de que embora o livro a seu modo seja bom, ainda sim ele não tenha sido envolvente como esperou, eu ainda fiquei com vontade de ler e isso se deve aos pensamentos que você escolheu para colocar na resenha. Então, quem sabe um dia, né?!
Bjos.

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