[Resenha] Como se apaixonar - Cecelia Ahern | Minha Vida Literária
27

out
2015

[Resenha] Como se apaixonar – Cecelia Ahern

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Título: Como se apaixonar
Autor: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 352
Data de Publicação: 2015
Skoob: Adicione
Orelha de Livro: Adicione
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Depois de não conseguir evitar que um homem acabasse com a própria vida, Christine passa a refletir sobre o quanto é importante ser feliz. Por isso, ela desiste de seu casamento sem amor e aplica as técnicas aprendidas em livros de autoajuda para viver melhor.

Adam não está em um momento muito bom, e a única saída que ele encontra para a solução de seus problemas é acabar com sua vida. Mas, para a sorte de Adam, Christine aparece para transformar sua existência, ou pelo menos tentar ajudá-lo.

Ela tem duas semanas para fazer com que Adam reveja seus conceitos de felicidade. Será que ele vai voltar a se apaixonar pela própria vida?

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Considero Cecelia Ahern como uma das autoras que apenas me basta ver seu nome na capa de um livro para que eu me interesse por sua leitura. Com Como se apaixonar não foi diferente.

Aqui temos a história de Christine que, em primeira pessoa, nos narra os improváveis acontecimentos de sua vida. Após ter tentado impedir o suicídio de um homem, resolve terminar seu casamento por enfim aceitar que ele não a faz feliz. Enquanto enfrenta as consequências de sua escolha, conhece Adam em uma situação totalmente improvável: uma nova cena de suicídio. Assim, ela consegue convencê-lo a tentar recobrar a vontade de viver em duas semanas – prazo estipulado por ele -, enquanto precisa lidar com seus próprios fantasmas.

 

“Às vezes, quando você vê ou vivencia algo muito real, fica com vontade de parar de fingir. Você se sente um idiota, um charlatão. Fica com vontade de afastar-se de tudo o que é falso, seja algo inocente e inofensivamente falso ou algo mais sério; como seu casamento. Isso aconteceu comigo.

página 9

 

Não demorei a mergulhar na leitura, uma vez que a escrita da autora foi bastante envolvente. Ainda, a própria premissa me interessou, principalmente pela curiosidade sobre como a autora desenvolveria o enredo, afinal, um prazo de duas semanas me pareceu pouco para persuadir alguém nas condições de Adam a continuar vivendo, e temi por não conseguir ser convencida pelo livro. Felizmente, isso não aconteceu. A história, ainda que desenvolvida em um período cronológico relativamente curto, não me passou a sensação de inverossimilhança, sendo capaz de me encantar passo a passo, de forma que me vi compreendendo as situações de cada personagem e torcendo por elas.

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Christine, aliás, me agradou, mesmo com algumas observações sobre ela. É notório que a personagem foque em Adam em uma tentativa de ignorar seus próprios problemas, algo trabalhado em seu amadurecimento ao longo da trama. Ainda, sua extrema passividade em alguns momentos chegou a me incomodar – no sentido de desejar que ela parasse de sofrer injustiças -, considerando-se tudo a que ela é obrigada a aguentar, principalmente de seu ex-marido, e acaba por suprimir. De qualquer forma, essa é uma característica intrínseca à personagem e necessária à maneira de como se dão os fatos. Christine é forte, acima de tudo, pela maneira de como é capaz de enfrentar as situações e de se colocar no lugar de outros. Adam, por sua vez, é encantador ao revelar seu lado mais vivo e sagaz, ao mesmo tempo em que desperta compaixão por suas provações internas. Merecem destaque, também, o pai e as irmãs de Christine, que cativam o leitor principalmente por seu peculiar humor.

 

“Não tinha havido nenhum homem secreto esperando por mim, isso era óbvio, mas mas eu tinha abandonado Barry, terminando nosso relacionamento por nenhum motivo real… Bem, nenhum motivo que as outras pessoas pudessem ver. Era quase como se a minha infelicidade não fosse o suficiente. Se ele não me traiu, não me bateu e não foi cruel comigo, ninguém parecia conseguir entender que eu não amá-lo e estar infeliz eram motivos suficientes.” 

página 159

 

Como pontos baixos, destacaria principalmente os relacionados a alguns momentos da narrativa e ao trabalho de tradução e revisão do livro. Sobre o primeiro caso, senti que, em alguns momentos, havia a criação de certa expectativa sobre a descrição de um momento que, logo em seguida, era quebrada ou pela ausência dessa narração ou por uma descrição mais superficial. Sobre a tradução, notei a presença de algumas construções de sentenças um pouco incomuns no português, que culminaram em frases estranhas e de compreensão dificultada, resultando em uma quebra de fluidez da leitura. Ainda, as falhas de revisão foram bastante frequentes, ficando um alerta à editora sobre isso – algo que, inclusive, já notei em outras publicações.

Em linhas gerais, Como se apaixonar é envolvente e de temática delicada sendo, por consequência, capaz de gerar reflexões importantes, ainda que singelas. Foi uma obra que conseguiu me emocionar em alguns momentos e me surpreendeu com algumas de suas revelações, algo mais do que positivo para o desenvolvimento da trama. Ainda que não tenha entrado para o meu hall de favoritos da autora e nem tenha me impactado como outras de suas obras, foi, certamente, uma leitura  leve, proveitosa e sensível.

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13 Respostas para "[Resenha] Como se apaixonar – Cecelia Ahern"

Aciclea Vieira - 27, outubro 2015 às (10:53)

Aione,quero muito ler esse livro e descobrir se Christine conseguirá convencer,ou melhor demover a ideia de suicídio Adam em apenas 2 semanas .Que bom que a história lhe encantou passo a passo.Personagens passivas que suprimem tudo às vezes realmente incomodam um pouco.Que pena que a tradução esteja com sentenças um pouco incomuns ao português.,o que gerou quebra de fluidez na leitura.Que bom que a obra gera reflexões singelas.Legal em alguns momentos ter lhe emocionado e em outros ter lhe surpreendido,com algumas revelações.Mil beijinhos!!!!

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Mari - 27, outubro 2015 às (11:09)

Não sei, nunca tive curiosidade para ler livros dessa autora e mesmo lendo a sua resenha, não me pareceu algo que eu particularmente iria gostar. Até o fato de um personagem com tendências suicidas estipular um prazo de duas semanas e colocar essa responsabilidade nas mãos de uma desconhecida me incomoda muito. Então, acho que esse eu passo.
Ah, e a Novo Conceito, infelizmente, tem que melhorar muito na parte de revisão mesmo. Já tive outras experiências com a editora em que a revisão deixou bastante a desejar.

Beijos
Mari
http://pequenosretalhos.wordpress.com

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Leticia Golz - 27, outubro 2015 às (14:15)

Oi, Aione
Eu também sou assim com alguns autores, basta ver de quem é o livro que já quero. E a Cecelia também é uma dessas.
Parece que faltou algo nesse livro pelo jeito. Talvez não seja o melhor livro da autora. Mas pelo menos gostei de saber que os personagens foram bem construídos e te agradaram.

livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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Diane Ramos - 27, outubro 2015 às (18:28)

Oi …
Não curti a escrita de Ahern em “Simplesmente Acontece” , que foi a minha primeira experiência com a autora . Mas , curti a sua resenha e sinopse e com certeza irei dar uma chance para ele . Quem sabe agora eu curta ?

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Daiele - 28, outubro 2015 às (05:24)

Olá!

Confesso que nunca li nada da autora, apenas vi o filme baseado em um de seus livros (PS eu te amo), que achei incrivelmente perfeito! Mas, quando se trata de suicídio, tenho certo receio em ler, pois um tema tão forte tem que ser trabalhado muito bem. E fico me perguntando, antes de ler, quais seriam os motivos de Adam para pensar em se matar e ainda estipular um prazo para isso. Essa premissa, me lembra um tanto “Como eu era antes de você” Claro que deve ser totalmente diferente, até pq, pelo que pareceu Adam não é tetraplégico não é?! Mas em fim, fico curiosa para ler algo da autora, mas acho que nao começaria por esse livro. É uma premissa curiosa e uma otima resenha, mas ainda sim, fico com medo desses motivos e de como tudo irá se desenrolar..

Beijoos

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Aione Simões 28 out 2015

Oi Daiele!
Acho que me expressei mal na resenha: quando a protagonista conhece o Adam, ele está para cometer suicídio, mas ela consegue convencê-lo a não se matar, dizendo que seja qual for o problema da vida dele, ele pode superar. Ela se compromete então a ajudá-lo e ele aceita, com a condição de que ela o convença disso em duas semanas (até o aniversário dele, e há um motivo para essa data especificamente); caso contrário, ele terminará o que tinha começado até ela o interromper.
Só explicando isso porque acaba sendo bem diferente de “Como eu era antes de você” hehe!
De qualquer forma, se tem dúvida, procure outros livros da autora, talvez esse não seja mesmo o mais ideal para começar!
Beijão!

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Babi Lorentz - 28, outubro 2015 às (11:57)

Que saudade de ler Cecelia Ahern, mas que bom pensar que ainda tenho 2 na estante que ainda não li… Posso fazer isso em breve (e com certeza farei, assim que entrar de férias).
Também sou puxada pelos livros dela por conta de ver seu nome na capa. A forma que ela escreve, lidando com situações reais, é algo que me cativa sempre.
Gostei da ideia de Como se Apaixonar. Está na lista de possíveis compras.
Beijos!

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Bruna Martins - 28, outubro 2015 às (14:08)

Oi Mi!
Sempre quis ler um livro da autora..está na minha listinha interminável de leituras, mas esse livro, em especial, me chamou mt a atenção.
Agora lendo a resenha achei que combina bastante com o meu estilo de leitura..<3
Espero ler em breve!! 😀
Bjus

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rudynalva - 29, outubro 2015 às (01:12)

Oi Aione!
Bem feliz em ter visto meu comentário na postagem anterior… posso voltar a comentar por aqui.
Bem, solicitei o livro mas ainda não chegou, estou no aguardo porque gosto muito da autora.
Uma pena que esse não seja um daqueles livros tão bons…
cheirinhos
Rudy

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Maria Alves - 29, outubro 2015 às (21:34)

Ainda não li nenhum livro da autora. Esse parece ser muito bom, essa historia de Adam mudar de ideia em duas semanas, fico me perguntando como a protagonista vai conseguir convence-lo. Acho que o livro nos leva a refletir sobre nossas vidas, já que a protagonista desiste do casamento que não é feliz, quando ajuda Adam.

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Maria Luiza - 01, novembro 2015 às (07:54)

Pela sinopse da estória e por vc ter gostado do livro, ele já entrou para a minha listinha! Porém o último que li da autora, chamado A Lista, foi bem ruinzinho e me tirou a vontade de ler lutas coisas dela… Mas não custa nada tentar de novo , né?

http://somaisumapaginamae.blogspot.com.br

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Clarisse Cunha - 02, novembro 2015 às (20:07)

Puxa Mi, fiquei triste agora pelo livro ter erros gramaticais e falha na tradução. Como leitores vorazes, logo notamos tais coisas e discrepâncias, e fica tao difícil lidar com isso.

Senti falta de você falando em como os personagens resolvem suas dificuldades, e também nos contar sobre o romance em si. Ou não tem romance? O livro é sobre se apaixonar por si mesma? Por essa capa é tão Nicholas Sparks, que eu julguei o romance como certo rs

Beijokas flor!

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Aione Simões 03 nov 2015

Oi Lisse!
Acabei de perceber mesmo que não falei do romance em si!
Tem romance sim 🙂 Achei fofo e gostei de como ela desenvolveu! Como acabei achando o livro como um todo não tão marcante, o romance acabou passando batido na resenha, porque mesmo ele não achei tuuuudo isso, e acho que eu não tinha muito a comentar sobre ele. Me convenceu, agradou, mas não foi muito além disso hehe!
Beijos e obrigada pela observação!

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