[Resenha] Talvez um dia - Colleen Hoover | Minha Vida Literária
07

jun
2016

[Resenha] Talvez um dia – Colleen Hoover

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Título: Talvez um dia
Autor: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Número de Páginas: 368
Ano de Publicação: 2016
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Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex- melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento… Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.

Alguns livros me causam sentimentos verdadeiramente controversos durante suas leituras, e certamente Talvez um dia foi um desses exemplos. Embora tenha me envolvido com a narrativa desde os primeiros parágrafos e feito uma leitura quase que ininterrupta, ainda assim passei boa parte lutando contra meus próprios sentimentos, não conseguindo aceitar as coisas que lia e me perguntando como Colleen Hoover conseguiria sair da situação criada por ela e por seus personagens. Felizmente, a autora não me decepcionou ao final, mas seria mentira dizer que as sequelas das emoções anteriores não afetaram minhas impressões.

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Sydney perdeu, na mesma noite, seu lar, o namorado e a melhor amiga. Isso porque ela e Tori dividiam apartamento e, na noite de seu aniversário, descobriu que Tori vinha tendo um caso com Hunter. Completamente perdida, ela acaba aceitando a ajuda oferecida por Ridge, o músico que mora em frente a sua casa e quem Sydney sempre gostou de observar, por sua intensidade ao tocar violão. Ridge vem enfrentando um bloqueio criativo, e, quando descobre que Sydney é capaz de escrever letras de músicas incríveis, não pensa duas vezes em oferecer hospedagem a ela em troca de auxílio com as composições.

Como os demais livros da autora, Talvez um dia é intenso. Porém, diferentemente dos demais, nesse não me senti atraída pela escrita da autora. Fui capaz, sim, de me envolver com a leitura, já que ela é inegavelmente fluída. Contudo, ela me pareceu mais simples do que nos demais livros, sem tantos requintes, com exceção, apenas, nas cenas de maior intensidade – e nessas Colleen é imbatível. As emoções por elas descritas são quase palpáveis, e há tanta tensão entre as personagens que ela salta das páginas e nos atinge com seu peso.

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Ainda, a contribuição musical da obra foi incrível, e não me refiro aqui apenas às músicas compostas para a trilha sonora exclusiva de Talvez um dia (um trabalho certamente de se admirar e que tornou o livro ainda mais completo e significativo). Como a música e qualquer sonoridade na obra são, ao mesmo tempo, de extrema importância e também bastante limitadas pela condição de Ridge, achei incrível como Colleen trabalhou esses aspectos e descreveu as alternativas que o personagem busca, utilizando seus outros sentidos. Não apenas as cenas ficaram ainda mais incríveis dessa maneira, como, também, muito mais intensas e sensíveis.

Contudo, mesmo tendo me encantado pela intensidade do livro e por essas características citadas, demorei muito para conseguir aceitar a situação e o conflito trabalhados. Independentemente de qualquer julgamento sobre as personagens – porque a autora também trabalhou muito bem essa questão, deixando claro que mesmo as melhores pessoas podem se ver presas em situações não ideais, resultando na complicação da história -, meu coração não conseguia aceitar os sentimentos vivenciados por Ridge. Eu compreendi e aceitei os de Sidney, mas os de Ridge, para mim, eram inaceitáveis, porque, na minha concepção, esse conflito simplesmente não seria possível na perspectiva dele, na situação dele. Assim, só consegui realmente “abaixar a guarda” e relaxar quando parte da situação é resolvida e surge uma explicação que, para mim, foi plausível e possibilitou enfim aceitar sua luta interior. A partir desse momento, compreendi que a origem da luta era diferente da inclusive imaginada por ele, tornando possível o cenário até então desenvolvido.

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Ao iniciar a resenha, percebi o quanto meus sentimentos pela leitura foram semelhantes aos vividos pelas próprias personagens: houve resistência, houve negação, houve revolta, houve raiva, houve mágoa e, sobretudo, houve intensidade. Dessa vez, acabei não derramando lágrimas pela história, e foi essa a sequela que ela me deixou: passei tanto tempo cética quanto o que lia, que mesmo após ter aceitado a situação, não pude ser arrebatada por ela. Ainda assim, isso não me impediu de apreciar como Colleen Hoover foi mais uma vez extremamente bem sucedida em sua habilidade de trabalhar as emoções e a evolução desse aspecto das personagens, além de ter inserido temáticas que deixaram a obra ainda mais sensível. Cada vez mais me sinto convencida de uma coisa sobre os livros da autora: você provavelmente vai amá-los, se for uma pessoa que gosta de romances, ainda que possa vir a odiá-los, já que nenhuma obra é capaz de agradar todas as pessoas; o desafio, entretanto, está em ficar indiferente a eles.





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3 Respostas para "[Resenha] Talvez um dia – Colleen Hoover"

Cailes Sales - 09, junho 2016 às (13:09)

Oii Aione!!
Não vejo a hora de ler algo da Colleen! Pois sempre leio comentários mais que positivos sobre ela, incluindo os de blogueiras que admiro, como você e a Pah.
Percebi que este romance da autora não te arrebatou, mas conseguiu te prender assim como as demais histórias da Colleen. Como sou amante de romances, com certeza, quero ler Talvez um dia, mas não será o primeiro livro que lerei da escritora.
Bj!

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Micheli Pegoraro - 10, junho 2016 às (18:44)

Olá Aione,
Amo os livros da autora, seus romances intensos me arrebatam de um jeito, que sempre acabo sendo envolvida com suas histórias; e que jeito maravilhoso de escrever, que nos prende até a última página. Quero muito ler esse livro e com certeza vou querer ler com a trilha sonora, combinação perfeita livros + música.
Beijosm

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Sonia - 12, julho 2016 às (17:06)

Nossa, esse livro , essa história não me pegou… pra mim o Ridge não convenceu na opção que fez…na verdade ele foi escolhido né ?
não me convenceu a história dele…

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