[Resenha] Amor Verdadeiro - Jude Deveraux | Minha Vida Literária
22

dez
2016

[Resenha] Amor Verdadeiro – Jude Deveraux

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Título: Amor Verdadeiro
Autor: Jude Deveraux
Editora: Essência
Número de Páginas: 464
Ano de Publicação: 2016
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Ambientado numa ilha paradisíaca e um dos romances mais cultuados de Jude Deveraux, best-seller americana que já vendeu mais de 60 milhões de exemplares pelo mundo, o livro conta a história de Alix Madsen. Quando ela está terminando a faculdade de arquitetura, Addy Kingsley, amiga de seus pais, morre. No testamento, a mulher estipula que a jovem tem direito a viver por um ano em sua encantadora casa do século XIX na ilha de Nantucket (Massachusetts), EUA. O relacionamento de tia Addy com a família Madsen é um mistério para Alix, mas ela aceita a oferta e, ao chegar na propriedade dos Kingsley, percebe que não é má ideia passar uma temporada ali. Além de o lugar ser um sonho para qualquer arquiteto, ela conviverá com o charmoso Jared Montgomery Kingsley, dono de um dos mais importantes escritórios de arquitetura do país e sobrinho-neto de Addy, portanto, herdeiro natural da casa. O que Alix não imaginava era que tia Addy tinha um propósito muito específico para ela quando a colocou naquele lugar: solucionar o desaparecimento de Valentina, uma das mulheres da família Kingsley, ocorrido cerca de dois séculos antes. Em meio ao verão na ilha, Alix e Jared serão obrigados a conviver, o que pode ser a chave para desvendar o tal mistério dos Kingsley

Jude Deveraux é uma das mais bem renomadas romancistas americanas, famosa por sua série de romances históricos que retrata a família Montgomery-Taggart. Em Amor Verdadeiro, lançamento da editora Essência e primeiro livro da trilogia As Noivas de Nantucket, a autora, ao mesmo tempo em que traz uma nova geração da família, permite que novos leitores conheçam seus escritos sem necessariamente ter lido sua outra série, já que ambas podem ser lidas independentemente.

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Aqui, conhecemos a história de Alix Madsen, recém-formada em arquitetura que recebe uma estranha herança de Addy Kingsley, amiga de seus pais: permanecer por um ano em sua propriedade em Nantucket, ilha em Massachussets, nos EUA. Ela acaba aceitando e se surpreende, ao chegar, por descobrir que conviverá com Jared Montgomery Kingsley, sobrinho de Addy e uma das maiores referências no meio da arquitetura. O que ela não sabe é que a intenção de Addy é de que Alix solucione, durante sua estadia, o misterioso desaparecimento de Valentina, uma das mulheres Kingsley, ocorrido há mais de dois séculos. E que um dos habitantes de seu lar temporário é nada mais nada menos do que Caleb, fantasma do capitão que, na época, foi parceiro de Valentina e continuou apaixonado por ela mesmo após sua morte.

Iniciei a leitura de Amor Verdadeiro em busca de um romance envolvente, no melhor estilo água com açúcar, cujo mistério pudesse tornar a história ainda mais cativante. Contudo, infelizmente me deparei com uma leitura arrastada, que prometeu mais do que cumpriu, ainda que seu plot seja interessante – afinal, mesclar um passado histórico que se alia ao presente e é intermediado por um fantasma é algo, no mínimo, curioso.

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A narrativa em terceira pessoa, em primeiro lugar, me manteve distante das personagens e de suas emoções por toda leitura. Ainda que o distanciamento seja característico de escritas nessa perspectiva, se comparado a uma em primeira pessoa, aqui, talvez, ele tenha sido intensificado por uma ausência de maior detalhamento emocional das personagens. Senti que as descrições, nesse aspecto, ocorrem de maneira mais superficial, de maneira que não me conectei a elas em momento algum, e nem muito menos compartilhei de seus sentimentos.

Depois, o enredo em si me pareceu mal apresentado e lentamente desenvolvido. A ligação dos pais de Alix com Nantucket, por exemplo, é muito forte, mas não me pareceu bem explicada. Ainda, há diversos acontecimentos por toda a trama – o desenvolvimento da relação entre Alix e Jared; a busca pelo passado da família Kingsley; o casamento da melhor amiga de Alix etc -, mas minha sensação no decorrer das páginas era a de que nada, de fato, acontecia. O caminhar de Amor Verdadeiro é lento e suas tramas mais interessantes, além de pouco exploradas, prometem uma presença que não se cumpre, além de, quando reveladas, se darem em um clímax muito menor do que o esperado. É como se o livro simplesmente tivesse passado para mim, sem jamais ter realmente acontecido e me deixado fazer parte dele.

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Talvez eu tenha esperado da obra de Jude Deveraux algo diferente do criado por ela, e, assim, não pude aproveitar a leitura pelo que ela oferece. Gostaria de algo mais dinâmico e que me fizesse suspirar e me sentir presa às suas reviravoltas. Contudo, encontrei uma leitura lenta, que não me permitiu me envolver e cuja trama foi muito menos sólida do que o apresentado. De qualquer maneira, considerando o renome da autora, não deixo de indicar Amor Verdadeiro aos que se interessaram por sua premissa e que procuram romances mais calmos, assim como uma pacata cidade insular pode ser.





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