[Resenha] Victoria e o Patife - Meg Cabot | Minha Vida Literária
02

jun
2017

[Resenha] Victoria e o Patife – Meg Cabot

Título: Victoria e o Patife
Autor: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Número de Páginas: 256
Ano de Publicação: 2017
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Neste romance histórico juvenil escrito pela autora de “O diário da princesa”, acompanhamos a trajetória de Victoria. Criada pelos tios na Índia, ela é enviada a Londres aos 16 anos para conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?

Victoria e o Patife é o romance de época adolescente de Meg Cabot trazido este ano ao Brasil pela Galera Record e originalmente publicado em 2004 como parte da série Avon True Romance, composta por 12 diferentes títulos de diversas autoras. A proposta da série é a de oferecer romances de época voltados a um público jovem, e Meg Cabot, além de Victoria and the Rogue (título original da obra), também escreveu Nicola and the Viscount, ainda não publicado no Brasil.

Em Victoria e o Patife, cujo contexto é o da Grã-Bretanha de 1810, conhecemos a história de Victoria, jovem órfã criada pelos tios na Índia e enviada à Inglaterra, aos 16 anos, em busca de um marido. Victoria acaba sendo pedida em casamento antes mesmo de aportar e mal acredita em sua sorte, já que seu noivo, Hugo Rothschild, é extremamente belo. Contudo, como nem tudo é perfeito, ela acaba precisando lidar com a implicância constante de Jacob Carstairs, capitão do navio, que se posiciona completamente contrário ao noivado, deixando Victoria sem entender o motivo para essa oposição.

Embora Meg Cabot tenha ficado conhecida por seus chick-lits, começou, de fato, a escrever através dos romances de época (adultos), os quais foram assinados por Patricia Cabot – seu segundo nome – para que sua avó não descobrisse que ela escrevia cenas de sexo. Ainda que eu adore seus chick-lits, são seus romances de época os meus favoritos entre suas obras e, por isso, estava mais do que curiosa para conferir Victoria e o Patife. Desenvolvida em terceira pessoa, a narrativa é inegavelmente própria da autora, de forma que os acostumados a ler seus livros conseguem reconhecê-la a cada nova linha do romance. Há leveza na escrita simples e direta da autora, principalmente por conta do humor sutil e irônico que Meg insere nos pensamentos e falas das personagens. Sem dúvidas, foi esse, para mim, o ponto alto da leitura, já que adoro me divertir e deliciar com esses aspectos sempre presentes nos livros de Cabot.

Entretanto, ainda que a escrita seja característica da autora, Victoria e o Patife não conseguiu me conquistar como os livros assinados por Patricia Cabot, tanto pela história em si não ter sido capaz de me prender a ponto de eu realmente imergir na leitura quanto pelas próprias personagens terem sido trabalhadas de maneira um tanto quanto superficial. Talvez, por ser uma obra jovem, a autora tenha tentado adequar seu estilo a esse público e, assim, acabou não intensificando alguns aspectos para que Victoria e o Patife não fugisse do proposto. O resultado, ao menos em minha experiência, foi uma história morna, cujas personagens não conseguiram me convencer: conforme o envolvimento entre elas não realmente me conquistou, isso também me impediu de me envolver com o enredo como um todo.

Ainda, a trama, em alguns pontos, chegou a me lembrar o clássico de Jane Austen, Orgulho e Preconceito. Porém, ao invés dessa ter sido uma associação positiva, foi simplesmente um fato que constatei sobre a obra. Talvez, a única influência dessa observação em minha percepção da história de Meg Cabot foi a de justamente enxergá-la como aquém do esperado, com um enredo sem tantos altos e baixos ou capaz de cativar ao extremo.

De maneira geral, Victoria e o Patife foi uma leitura que fiz sem grandes emoções: não houve passagens que poderiam ser consideradas como deliciosamente divertidas, ainda que o humor esteja presente, bem como as personagens não despertam paixões. O próprio romance desenvolvido não conseguiu me trazer frios na barriga ou qualquer tipo de empolgação sobre elas. Não, a leitura não me desagradou, apenas não foi capaz de fazer meu coração bater mais forte por ela. Foi um livro morno, que me permitiu passar o tempo, mas sem me deixar com saudades dele ao chegar ao final.





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12 Respostas para "[Resenha] Victoria e o Patife – Meg Cabot"

Tais Burigo - 02, junho 2017 às (17:23)

Oii esse livro está na minha lista de leituras, principalmente pela capa que é maravilhosa achei ela muito mesmo com cara de época haha e segundo porque achei que era o primeiro romance de época publicado pela Meg ( não sabia que ela e a Patrícia eram a mesma pessoa) achei que iria dar várias risadas, mas depois da sua resenha já fiquei com uma puguinha atrás da orelha mas é aquele ditado só conferindo pra ver né?

Beijos!

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Lili Aragão - 02, junho 2017 às (19:19)

Oi Aione, que pena que a história tenha sido só morna pra ti, tenho procurado ler o máximo de resenhas desse livro antes de decidir se vou querer lê-lo por agora e sua resenha levantou pontos interessantes, o toque divertido é positivo, mas a falta de paixão nos personagens não e acho que apesar de ainda querer ler, vou dar prioridade a outros livros. Contudo a capa tá bem fofa e achei bem legal a curiosidade sobre a avó da autora 😉

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rudynalva - 02, junho 2017 às (21:17)

Aione!
Não sabia que a autora também escrevia romances de época.
E que pena não ter se conectado com as personagens e o livro não tenha sido o que esperava, mesmo com trechos que lembrem Orgulho e Preconceito.
Ainda assim, achei a capa e o enredo tão fofos que daria uma oportunidade para leitura.
Desejo um mês cheio de prosperidade!
“A sabedoria consiste em compreender que o tempo dedicado ao trabalho nunca é perdido.” (Ralph Waldo Emerson)
Cheirinhos
Rudy
TOP COMENTARISTA DE JUNHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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Lily Viana - 03, junho 2017 às (11:03)

Olá Aione,
Já tinha lido uma resenha desse livro e me encantou a história dele. A autora fez um livro super leve e maravilhoso de se ler, no momento não tive nenhum contato com ela, porém esse é o primeiro livro que me fez querer ler e conhecer um pouco a obra dela. Amei sua resenha é incrível!

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Aline M. Oliveira - 03, junho 2017 às (11:07)

Entendi seu ponto de vista perfeitamente Aione! Acho que por sermos acostumadas a ler a autora sempre em romances de época adultos, com uma linguagem e desenvolvimentos encaixados na nossa perspectiva, cria uma certa impressão, mesmo reconhecendo a escrita, a leitura não cativa.
Não é um livro que eu me apressaria pra ler, mas em algum momento talvez.
Bjoxx ♥

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Anna Mendes - 03, junho 2017 às (14:07)

Oi Aione! Adorei a resenha!
Achei a capa deste livro muito bonita e delicada! Eu ainda não li nada da autora, mas gostei da premissa deste livro. Parece ser uma história bem leve. Também não costumo gostar de quando os autores constroem personagens um tanto quanto superficiais, então entendo o que você quis dizer. Fica difícil se conectar com os personagens e até com a história, como você mesma mencionou.
Enfim, achei a capa linda e gostei da premissa, mas não sei se começarei a me aventurar pelas histórias da autora com esse livro. Alguma recomendação de por qual livro dela devo começar?
Bjos!

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Dan Igor - 03, junho 2017 às (19:55)

Boa noite, Aione!
Nunca li nada da Meg, acredita? Já assisti os filmes de O Diário da Princesa e amo muito — principalmente por conta da Anne Hathaway ♥ —, mas nunca tive a oportunidade de ler a obra original ou qualquer outra estória da autora.
Achei bem interessante o fato do livro ser um romance histórico juvenil. A escrita da Meg parece ser muito divertida e leve, uma verdadeira delícia. Uma pena o enredo não ter grandes emoções, é sempre bom quando nos prendemos ao que estamos lendo.
Abraços!

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Natalí Marques - 03, junho 2017 às (22:05)

Olá!
Acredita que nunca li nada da Meg?
Queria muito ter lido O Diário da Princesa quando era mais nova, mas acho que vou dar uma chance pra esses livros em breve.
Gostei muito da sua resenha, você escreve super bem! Mas fiquei triste por saber que você achou esse livro morno. Como não costumo ler muitos livros de romance, acho que minha opinião vai ser parecida com a sua. :/
Mas ainda assim pretendo dar uma chance pra Meg, começando por O Diário da Princesa <3
Beijos

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Jessica Fernanda - 05, junho 2017 às (14:30)

Oi Aione!
Esse livro foi o primeiro da Meg que me despertou o interesse, ia comprar pra uma amiga no aniversario dela porque vi nos desejados mas confesso que só de ler a sinopse me desagradou. Falar de amor eterno tendo uma protagonista adolescente é meio assustador. Essa é a segunda resenha que leio desse livro e serviu pra cimentar minha opnião pré-concebida. Obrigada pela resenha.

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Leituras da Ketellyn - 07, junho 2017 às (12:01)

Já li alguns livros da Meg e adorei a escrita dela, infelizmente não pretendo ler esse pois voce não é a primeira que diz que não gostou, é realmente uma pena que os personagens não convenceram e nao conquistaram, e pelo que li na sua resenha acho que tambem não iria gostar.

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Paloma Monteiro - 14, junho 2017 às (14:09)

Realmente é uma pena este livro não ter despertado bons sentimentos em vc …Já passei por isso algumas vezes, é meio frustante , principalmente quando já tivemos outros contatos com a autora …
Porem mesmo com sua má experiencia, sigo curiosa para ler esta obra, gostos de romances de época assim, leves e até mornos rsrs. Gosto da Meg , mas meu único contato com ela foi em O Diário da princesa …

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Ana I. J. Mercury - 29, junho 2017 às (20:19)

Li alguns livros da Meg, mas não gostei tanto assim.
Victoria e o patife parece ser um bom livro, gostoso de ler, mas algo mais leve, para passar o tempo.
Parece não ser tão aprofundado, nem trazer grandes revelações.
bjs

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