Arquivos Poesia | Minha Vida Literária
29

set
2017

[Resenha] Da Poesia – Hilda Hilst

Título: Da Poesia
Autor: Hilda Hilst
Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas: 584
Ano de Publicação: 2017
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A intensa e prolífica atividade literária de Hilda Hilst se desdobrou em livros de ficção e em peças de teatro, mas foi na poesia que ela deu início e fim à sua carreira. Ao longo de 45 anos, entre 1950 e 1995, a poeta publicou em pequenas tiragens graças ao entusiasmo de editoras independentes com destaque para Massao Ohno, seu amigo e principal divulgador. No início dos anos 2000, os títulos de Hilda passaram a ser publicados pela Globo, editora com ampla distribuição. Nessa época, a sua escrita, até então considerada marginal e hermética, começou a receber o interesse de uma legião de leitores e estudiosos. Agora, a Companhia das Letras reúne, pela primeira vez, toda a lavra poética da autora de Bufólicas em um só livro, que inclui, além de mais de 20 títulos, uma seção de inéditos e fortuna crítica. O material contém posfácio de Victor Heringer, carta de Caio Fernando Abreu para Hilda, dois trechos de Lygia Fagundes Telles sobre a amiga e uma entrevista cedida a Vilma Arêas, publicada no Jornal do Brasil em 1989. A poesia de Hilda que ganha forma em cantigas, baladas, sonetos e poemas de verso livre explora a morte, a solidão, o amor erótico, a loucura e o misticismo. Ao fundir o sagrado e o profano, a poeta se firmou como uma das vozes mais transgressoras da literatura brasileira do século XX.

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06

set
2017

[Resenha] Todo Amor – Vinicius de Moraes

Título: Todo Amor
Autor: Vinicius de Moraes
Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas: 278
Ano de Publicação: 2017
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Vinicius de Moraes reinventou o amor. O tema parecia velho quando ele aliou a poesia dos livros à música popular, trazendo o amor para o centro das atenções como uma emoção sempre nova. Com organização do poeta Eucanaã Ferraz, Todo amor reúne mais de cem fragmentos — entre cartas, crônicas, poemas e letras de canção — que formam um painel admirável e apaixonante.

De “Eu sei que vou te amar” até “Canto triste”, o leitor pode observar a enorme variedade de formas que esse sentimento assume na produção do poeta: a alegria, a tristeza, o ciúme, a devoção absoluta, a veneração, o arrependimento, o perdão, o lance cômico e a expectativa do fim.

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20

set
2016

[Resenha] Poética – Ana Cristina Cesar

poética-minha-vida-literaria

Título: Poética
Autor: Ana Cristina Cesar
Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas: 503
Ano de Publicação: 2013
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Ana Cristina Cesar deixou em sua breve passagem pela literatura brasileira do século XX uma marca indelével. Tornou-se uma das mais impor-tantes representantes da poesia marginal que florescia na década de 1970, justamente pela singularidade que a distanciava das ‘leis do grupo’. Criou uma dicção muito própria, que conjugava a prosa e a poesia, o pop e a alta literatura, o íntimo e o universal, o masculino e o feminino – pois a mulher moderna e liberta, capaz de falar abertamente de seu corpo e de sua sexualidade, derramava-se numa delicadeza que podia conflitar, na visão dos desavisados, com o feminismo enérgico, característico da época. Entre frag-mentos de diário, cartas fictícias, cadernos de viagem, sumários arrojados, textos em prosa e poemas líricos, Ana Cristina fascinava e seduzia seus interlocutores, num per-manente jogo de velar e desvelar. ‘Cenas de abril’, ‘Correspondência completa’, ‘Luvas de pelica’, ‘A teus pés’, ‘Inéditos e dispersos’, ‘Antigos e soltos’ – livros fora de catálogo há décadas estão agora novamente disponíveis ao público leitor, enriquecidos por uma seção de poemas inéditos, um posfácio de Viviana Bosi e um farto apêndice. A curado-ria editorial e a apresentação couberam ao também poeta, grande amigo e depositário, por muitos anos, dos escritos da carioca, Armando Freitas Filho. Esta obra reúne os vo-lumes independentes do começo da carreira aos livros póstumos da autora.

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16

set
2016

[Resenha] O Vento da Noite – Emily Brontë

o-vento-da-noite-emily-bronte-minha-vida-literariaTítulo: O Vento da Noite
Autor: Emily Brontë
Editora: Civilização Brasileira
Número de Páginas: 154
Ano de Publicação: 2016
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Único livro no país que reúne exclusivamente a poesia de Emily Brontë, autora de O morro dos ventos uivante, este volume traz 33 poemas da escritora inglesa.
Publicado no Brasil originalmente em 1944, como parte da primorosa Coleção Rubáiyát, da editora José Olympio, “O Vento da Noite”, traduzido por Lúcio Cardoso, retorna em edição bilíngue pela Civilização Brasileira.
É uma bela oportunidade de reviver o encontro entre dois grandes nomes na literatura e de observar as especificidades que permeiam os processos de criação do autor e do tradutor – uma relação marcada pela sensibilidade, intimidade, escuta e delicadeza.
A edição é organizada e apresentada por Ésio Macedo Ribeiro, organizador dos Diários, de Lúcio Cardoso. A prestigiada tradutora Denise Bottman assina o texto de orelha.

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11

fev
2015

[Cobertura] Lançamento do Segundo – Eu me chamo Antônio na Livraria Cultura

Simpatia, simplicidade e amor. Foi assim a maneira com que o escritor Pedro Gabriel recebeu uma fila de fãs na Livraria Cultura, em Fortaleza, na última quinta-feira, 5. Lançando a sequência do seu livro Segundo – Eu me chamo Antônio, o autor está em turnê por várias livrarias do Brasil.

Pedro Gabriel e Alana Gabriela

Com o olhar cheio de poesia e sensibilidade, Pedro foi recebendo cada fã, batendo fotos, conversando e autografando livros, tanto o primeiro quanto o segundo. Entre os que estavam na fila, havia um público maior de adolescentes, assim como também havia mulheres, homens, casais, mães, crianças, avós…todos para prestigiar o alter ego de Antônio, que transformou situações banais de nossos relacionamentos e de nosso cotidiano em dois livros lindos e sinceros. Não é à toa que Pedro Gabriel já conquistou mais de 900 mil seguidores no facebook e 500 mil no instagram.

A sessão de autógrafos estava para começar às 17h, porém desde as 15h os fãs já faziam fila para colocar seus nomes na lista da Livraria Cultura, a qual anotou o nome de cada um que ia receber o autógrafo de Pedro, a fim de organizar da melhor forma possível o lançamento do livro. Às 17h20, com todo o primeiro andar da Cultura lotado de pessoas com o Eu me chamo Antônio na mão, o autor chega. De blusa preta, calça jeans e tênis vermelho; sorriso encantador, jeitinho tímido, olhar de poesia e um mar de sentimentos por dentro, pronto para ancorar no cais do coração de cada um que estava naquela fila, apenas à espera dele.

Livraria CulturaLivraria Cultura

Logo que o protagonista do dia chegou, começou a sessão de autógrafos. Pedro recebeu com abraços e beijos o carinho dos fãs e autografou seus livros, que muitas vezes eram sete de uma só vez. Ao todo, Pedro autografou 300 livros e recebeu um pouco mais de 200 pessoas. Ele também distribuía brindes promocionais, tais como broches com a capa do seu livro, ímãs e marcadores de página.

Eu me chamo Antônio

Eu, como última da fila, peguei apenas o marcador de página. Porém ganhei um momento singular com Pedro, ainda que uma conversa de cinco minutos ou menos. Pedro autografou em “nosso” livro: “Alana Gabriela, que a sua vida seja cheia de poesia. Antônio”. Sim, valeu a pena sair da Cultura às 21h, que foi quando a sessão de autógrafos acabou. Acredito que Pedro tenha deixado aos fãs da cidade de Fortaleza uma aura pura de seus sentimentos, a qual refletiu no final do nosso dia, no dia seguinte e a cada instante que lemos algumas frases de qualquer um de seus livros. Livros estes que são repletos de versos simples, mas profundos, pequenos, porém cobertos de fascinação.

Cobertura_Alana

Como não se encantar com as aliterações, rimas e versos de Pedro, que começou em 2012 escrevendo sua poesia em forma de rabiscos nos guardanapos de um barzinho que frequentava no Rio de Janeiro? A questão dos guardanapos foi porque, num belo dia, ele esqueceu seu caderninho de anotações em casa, então resolveu escrever em guardanapos suas ideias e as situações que presenciava, tudo em forma de poesia. E poesia rica em traços, sentimentos e inspiração.

8

Falando em inspiração, olha quem são os escritores preferidos de “Antônio”: Leminski (que brincava com as palavras, assim como Pedro), Manoel de Barros, Mario Quintana, Arnaldo Antunes e Millôr Fernandes. Ele falou que sempre gostou da poesia visual, porque sempre casou muito bem com versos curtinhos e com desenho. Com isso, o escritor, que nasceu na África e veio aos 12 anos para o Brasil, já encantou os fãs com dois livros cheios de criatividade.

Agora, Pedro aguarda a vida lhe ensinar novas histórias para que ele as transforme em poesia e mostre ao mundo como a solidão, a saudade, o (des)amor, a liberdade, o sabor, a esperança, a espera, as lembranças, o silêncio e outros sentimentos podem ser vistos em prosa poética, com direito a desenhos e rabiscos carregados de sensibilidade e também de irreverência.

A turnê de lançamento do Segundo livro do autor Pedro Gabriel já passou por Recife, Fortaleza, Belém e Manaus, e agora segue por mais duas cidades:

Curitiba
Data: 26/2
Horário: 19h
Local: Livraria Curitiba ParkShopping Barigui (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 — Mossunguê)

Porto Alegre
Data: 27/2
Horário: 19h
Local: Fnac Barra Shopping Sul (Endereço: Av. Diário de Notícias, 300 — Cristal)

05

set
2014

[Resenha] Toda Poesia – Paulo Leminski

Toda Poesia
Título: Toda Poesia
Autor: Paulo Leminski
Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas:  424
Ano de Publicação: 2013
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Paulo Leminski foi corajoso o bastante para se equilibrar entre duas enormes construções que rivalizavam na década de 1970, quando publicava seus primeiros versos: a poesia concreta, de feição mais erudita e superinformada, e a lírica que florescia entre os jovens de vinte e poucos anos da chamada “geração mimeógrafo”. Ao conciliar a rigidez da construção formal e o mais genuíno coloquialismo, o autor praticou ao longo de sua vida um jogo de gato e rato com leitores e críticos. Se por um lado tinha pleno conhecimento do que se produzira de melhor na poesia – do Ocidente e do Oriente -, por outro parecia comprazer-se em mostrar um “à vontade” que não raro beirava o improviso, dando um nó na cabeça dos mais conservadores. Pura artimanha de um poeta consciente e dotado das melhores ferramentas para escrever versos. Entre sua estreia na poesia, em 1976, e sua morte, em 1989, a poucos meses de completar 45 anos, Leminski iria ocupar uma zona fronteiriça única na poesia contemporânea brasileira, pela qual transitariam, de forma legítima ou como contrabando, o erudito e o pop, o ultraconcentrado e a matéria mais prosaica. Não à toa, um dos títulos mais felizes de sua bibliografia é Caprichos & relaxos: uma fórmula e um programa poético encapsulados com maestria. Este volume percorre, pela primeira vez, a trajetória poética completa do autor curitibano, mestre do verso lapidar e da astúcia. Livros hoje clássicos como Distraídos venceremos e La vie en close, além de raridades como Quarenta clics em Curitiba e versos já fora de catálogo estão agora novamente à disposição dos leitores, com inédito apuro editorial. O haikai, a poesia concreta, o poema-piada oswaldiano, o slogan e a canção – nada parece ter escapado ao “samurai malandro”, que demonstra, com beleza e vigor, por que tem sido um dos poetas brasileiros mais lidos e celebrados das últimas décadas. Com apresentação da poeta (e sua companheira por duas décadas) Alice Ruiz S, posfácio do crítico e compositor José Miguel Wisnik, e um apêndice que reúne textos de, entre outros, Caetano Veloso, Haroldo de Campos e Leyla Perrone-Moisés, Toda poesia é uma verdadeira aventura – para a inteligência e a sensibilidade.

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